| Processo: | 13/25432-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2016 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia |
| Pesquisador responsável: | Taís Maria Bauab |
| Beneficiário: | Taís Maria Bauab |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Araraquara |
| Assunto(s): | Medicamentos fitoterápicos Astronium Aroeira Extratos vegetais Doenças do sistema digestório Anti-infecciosos Antiulcerosos Nanotecnologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | anacardiaceae | anti-ulcerogênica | Astronium sp | Candidíase | H | pylori | Sistemas nanoestruturados | Microbiologia |
Resumo
O Brasil apresenta uma das mais ricas biodiversidades, situando-se em uma posição privilegiada por possuir cerca de 25% da flora mundial. Adicionalmente, a comunidade científica tem se interessado cada vez mais pelas plantas medicinais e pela fitoterapia, fato este justificado pelo custo mais baixo destas formas terapêuticas quando comparadas com os medicamentos industrializados. Além disso, o uso irracional de agentes antimicrobianos no tratamento de infecções resultou no surgimento de cepas microbianas multirresistentes, aumentando assim a chance de falha no tratamento medicamentoso, o que reforça a necessidade de se utilizar formas alternativas no controle das doenças infecciosas. O tratamento de doenças crônicas é urgente no contexto nacional e internacional. O aumento da expectativa de vida elevou a demanda por medicamentos para tratar doenças que afetam o trato digestório (úlceras gástricas e duodenais, colite ulcerativa e doença de Crohn), diabetes, câncer e outras doenças inflamatórias. O uso de fitoterápicos padronizados com eficácia e segurança determinadas tem apresentado resultados surpreendentes para tratar tais enfermidades. Com o objetivo de ampliar os estudos com plantas medicinais e contribuir para o desenvolvimento de novas drogas, um grupo transdisciplinar com participantes de várias unidades da UNESP propuseram o projeto "Fitoterápicos padronizados para o tratamento de doenças crônicas", em consonância com a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do Ministério da Saúde. Dentre as plantas que serão estudadas, está o gênero Astronium (Anacardiaceae) que possui diversas espécies medicinais como, por exemplo, a Aroeira (A. urundeuva), A fraxinifolium e A. graveolens. São utilizadas popularmente como adstringentes, antitérmicos, antidiarreicos e no tratamento de reumatismos, câncer e infecções microbianas, pelas propriedades atribuídas aos componentes químicos, dentre estes as lignanas, flavonoides, triterpenos, xantonas, entre outros. Neste projeto serão estudados extratos hidroalcoólicos das espécies A. urundeuva, A. fraxinifolium e A. graveolens, com o objetivo de determinar a atividade antimicrobiana destas espécies vegetais utilizando para tal determinação, a técnica de diluição em microplacas frente aos microrganismos: Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Salmonella sp, Helicobacter pylori e Candida albicans. Posteriormente os extratos serão incorporados em sistemas nanoestruturados e novamente avaliados quanto sua atividade antimicrobiana. A expectativa é que nessas formulações, os extratos vegetais tenham atividade potencializada, garantindo assim o desenvolvimento de uma alternativa terapêutica eficaz com doses menores. Além disso, serão realizados ensaios in vivo com o objetivo de determinar o potencial anti-candidíase vulvovaginal, anti-Helicobacter pylori e antiulcerogênico dos extratos incorporados e não incorporados nos sistemas propostos. (AU)
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