| Processo: | 14/01902-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 20 de agosto de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Simone Dal Corso |
| Beneficiário: | Anderson Alves de Camargo |
| Instituição Sede: | Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Vergueiro. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Bronquiectasia Reabilitação (terapêutica médica) Fisioterapia Qualidade de vida |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bronquiectasia | Capacidade de exercício | Fisioterapia respiratória | Qualidade De Vida | Reabilitação Pulmonar | Reabilitação pulmonar |
Resumo Introdução: a bronquiectasia (BCQ) caracteriza-se por excessiva produção de secreção pulmonar, dispneia e fadiga que culminam com a redução da tolerância ao exercício e piora da qualidade de vida. Há pouca informação dos benefícios das técnicas de higiene brônquica e reabilitação pulmonar na capacidade de exercício, função muscular periférica e qualidade de vida nesta doença. Objetivos: comparar os efeitos de um programa de reabilitação pulmonar associado à fisioterapia respiratória com a fisioterapia respiratória na capacidade física, função muscular periférica e qualidade de vida em pacientes com BCQ. Secundariamente, correlacionar o estado inflamatório com a função pulmonar e capacidade física basal e com a capacidade física após o programa de reabilitação pulmonar associado à fisioterapia respiratória. Material e métodos: serão estudados 55 pacientes adultos (> 18 anos) com BCQ diagnosticada clínica e radiologicamente (tomografia computadorizada de alta resolução), estáveis clinicamente (ausência de modificação nos sintomas de dispneia, quantidade e coloração da secreção) e não dependentes de oxigênio no repouso. Os critérios de exclusão serão pacientes tabagistas ou com história tabágica maior ou igual a 10 anos/maço, com outras doenças pulmonares (fibrose cística, asma, fibrose pulmonar intersticial e DPOC), com instabilidade cardiovascular e incapazes de realizar os testes propostos por limitação músculo-esquelética. Os pacientes realizarão espirometria, shuttle teste incremental, teste de exercício cardiopulmonar, teste de força muscular periférica (deltoide médio, bíceps braquial e quadríceps femoral) por meio da técnica de uma repetição máxima e responderão ao questionário de qualidade de vida. Será realizada a coleta de sangue venoso para análise dos mediadores inflamatórios antes e após oito semanas de intervenção (fisioterapia respiratória e fisioterapia respiratória + reabilitação pulmonar). Os pacientes serão randomizados em dois grupos: fisioterapia respiratória e fisioterapia respiratória + reabilitação pulmonar. Na fisioterapia respiratória, os pacientes realizarão duas sessões por semana, durante oito semanas, supervisionadas por um fisioterapeuta especialista. As técnicas consistirão de drenagem autógena, expiração total lenta prolongada com a glote aberta em decúbito infralateral (ELTGOL) e oscilação oral de alta frequência por meio do Shaker. O tempo total de execução dessas técnicas será de 30 a 45 minutos, a depender da quantidade e localização da secreção e da fadiga do paciente. O programa de reabilitação pulmonar também consistirá de duas sessões semanais por oito semanas. Além dos procedimentos descritos na fisioterapia respiratória, cada sessão será composta de treinamento aeróbio (60 a 80% da carga máxima) em esteira ergométrica, treinamento de força (40 a 70% de uma repetição máxima) e alongamento. Resultados esperados: a hipótese central deste estudo é que o grupo de pacientes que realizará o programa de reabilitação associado à fisioterapia respiratória terá benefícios superiores na capacidade física, força muscular periférica e qualidade de vida em relação ao grupo que só realizará a fisioterapia respiratória. Adicionalmente, haverá correlação negativa entre os mediadores inflamatórios e medidas de capacidade física, bem como a magnitude de melhora será inferior após o tratamento nos pacientes com níveis basais mais elevados de inflamação. (AU) | |
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