| Processo: | 14/09800-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 17 de agosto de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Renato Paes de Almeida |
| Beneficiário: | André Marconato |
| Instituição Sede: | Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 12/50260-6 - Estruturação e evolução da biota amazônica e seu ambiente: uma abordagem integrativa, AP.BTA.TEM |
| Assunto(s): | Sedimentologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Amazonian rivers | biogeographical barriers | Fluvial sedimentology | Neogene | Sedimentologia |
Resumo A origem e evolução da grande biodiversidade da Amazônia é um dos principais temas interdisciplinares que dependem de estudos de sedimentologia fluvial. Dentre as principais hipóteses sobre os padrões de diversidade da biota amazônica, a hipótese de barreiras fluviais como mecanismo de isolamento e especiação destaca-se como uma das mais frequentemente adotadas. De acordo com essa hipótese, o desenvolvimento de grandes rios promove a divisão de populações e limita sua troca genética, causando o surgimento de novas espécies. Estudos evolutivos sugerem uma cronologia para o desenvolvimento de barreiras fluviais na Amazônia durante o Quaternário, após modificações paleogeográficas e climáticas durante o Mioceno e Plioceno. A escassez de estudos detalhados sobre as sucessões fluviais do Neógeno e particularmente do Pleistoceno impedem a avaliação independente desses estudos evolutivos e limita as reconstituições paleogeográficas para a Amazônia a quadros gerais com pouca aplicação no teste de hipóteses específicas. Adicionalmente, modelos paleogeográficos para a Amazônia desde o Mioceno consideram a presença de um grande lago na região do antepaís, drenado por um sistema fluvial axial fluindo para norte e colmatado, em algum momento do Neógeno, pela progradação de megaleques derivados dos Andes. Esse evento de colmatação estabeleceria, assim, o início do padrão de drenagens transcontinentais atual e consequentemente das grandes barreiras fluviais. Além disso, daria início, pelo fim das barreiras lacustres ou fluviais entre o leste e o oeste, aos ciclos de invasão de espécies de maior altitude durante os eventos de clima mais frio na Amazônia, considerados por alguns autores como de grande importância para a biodiversidade atual. O presente projeto pretende contribuir para o estudo interdisciplinar da evolução da biota e seu ambiente na Amazônia, com a coleta e interpretação de dados sedimentológicos de alvos selecionados da planície aluvial amazônica na região do médio Solimões, integrados a datação por Luminescência Oticamente Estimulada. O foco principal do projeto é o desenvolvimento de modelos mais detalhados sobre a evolução da planície amazônica, confrontados com hipóteses de evolução de barreiras fluviais levantadas por estudos de biologia evolutiva. A presente proposta integra-se ao Projeto Temático "Estruturação e evolução da Biota Amazônica e seu ambiente: uma abordagem integrativa" (FAPESP-BIOTA-NSF DIMENSIONS) Processo 2012/50260-6, com vigência Março de 2014 a Agosto de 2017, do qual o supervisor da proposta é pesquisador principal. (AU) | |
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