| Processo: | 15/06361-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2015 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Astronomia - Astrofísica Extragaláctica |
| Pesquisador responsável: | Anderson Caproni |
| Beneficiário: | Anderson Caproni |
| Instituição Sede: | Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Hidrodinâmica Galáxias anãs Grupo local de galáxias Métodos numéricos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Galaxias Anãs | Grupo Local de Galáxias | Hidrodinâmica | métodos numéricos | Supernova | Ursa Minor | Grupo Local de Galáxias |
Resumo
Como usual nas galáxias anãs esferoidais do Grupo Local, Ursa Minor possui muito pouco gás nos dias atuais. Como esta galáxia perdeu seu gás é ainda controverso na literatura. Com o objetivo de estudar a perda de gás ao longo da história de Ursa Minor, nós realizamos, pela primeira vez na literatura, simulações hidrodinâmicas tridimensionais para esta galáxia, assumindo que a remoção do gás é induzida, única e exclusivamente, por supernovas do tipo II. A configuração inicial do gás e as taxas de supernovas usadas em nossas simulações estão vinculadas à taxa de formação estelar e à dispersão de velocidades de Ursa Minor inferidas observacionalmente. Após três bilhões de anos de evolução, nós encontramos que a eficiência em remover gás é maior quando a taxa de supernovas é aumentada, ou quando a densidade inicial do gás é mais baixa. As taxas de perda de massa inferidas são sistematicamente mais altas nas regiões centrais (< 300 pc), ainda que tal relação não seja estritamente linear ao longo do tempo e do raio galáctico. Estruturas filamentares induzidas por instabilidades Rayleigh-Taylor e cascas concêntricas relacionadas às ondas acústicas produzidas pelas supernovas podem explicar quantitativamente as perdas de massa inferidas a partir de nossas simulações. Nossos resultados sugerem que as supernovas de tipo II são capazes de transferir a maior parte do gás da região central para o halo galáctico. Entretanto, mecanismos físicos adicionais parecem ser necessários para remover o gás das regiões mais externas de Ursa Minor. (AU)
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