| Processo: | 15/08873-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2017 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica |
| Pesquisador responsável: | Mario Henrique Gonzalez |
| Beneficiário: | Mario Henrique Gonzalez |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São José do Rio Preto |
| Assunto(s): | Bioacumulação Pescado Peixes Traços inorgânicos Arsênio |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Análise de Traços | bioacumulação | Concentração Letal (LC 50) | Fator de bioconcentração | Icp-Ms | Peixes | ecotoxicologia, bioacumulação |
Resumo
O mercado de pescados no Brasil têm se expandido muito nos últimos anos, atingindo a marca em consumo médio de 11,4 kg por habitante no ano de 2011 e com previsão de um crescimento ainda maior. A busca crescente por essa fonte de alimento no país leva à uma preocupação associada a qualidade do pescado, principalmente se tratando de metais tóxicos presentes nas águas e sedimentos dos rios. Os peixes, assim como outros frutos do mar, têm a capacidade de bioacumular estes metais em seu organismo, seja por contato direto ou se alimentando de outros seres já contaminados. O arsênio é um destes contaminantes e está presente naturalmente em águas e sedimentos, e também advindo de atividades antropogênicas como queima de combustíveis fósseis e agrotóxicos. A maior parte do arsênio presente nos peixes está em na forma orgânica (ex. arsenobetaína) menos tóxica ao ser humano, porém existe uma porção em sua forma inorgânica (As(III) e (V)) e à esta deve ser dada maior atenção devido a sua toxicidade e carcinogenicidade. Este projeto tem como principais objetivos a determinação do teor de arsênio total, assim como o estudo da bioacumulação deste contaminante, e avaliação dos riscos à saúde humana pelo cálculo estimativo da quantidade ingerida através do consumo de pescados no Brasil. As determinações serão feitas pela técnica de espectrometria de massas com plasma indutivamente acoplado (ICP-MS) e a digestão de amostras realizada por radiação micro-ondas em frascos fechados. O ICP-MS a ser empregado permite que se trabalhe na configuração padrão de análise e com a tecnologia de cela universal (UCT) possibilitando que o instrumento opere no modo de colisão por discriminação de energia cinética (KED), removendo uma grande parte dos interferentes poliatômicos. A estimativa de ingestão de arsênio permite avaliar os riscos à saúde através de valores de referência estabelecidos por órgãos internacionais como a Joint Food and Agriculture Organization of the United Nations/World Health Organization (FAO/WHO) Expert Committee on Food Additives (JECFA) que em 2011 recomendou um valor de ingestão variando de 2 à 7 ¼g kg-1 por peso corporal dia-1, correspondendo à dose limite para um acréscimo de 0,5% na incidência de câncer de pulmão (BMDL05). Os resultados obtidos nesse projeto serão de suma importância na caracterização dos níveis de segurança no consumo de pescados na região, e serão aplicados aos mesmos parâmetros de validação da metodologia e emprego de materiais de referência certificados. (AU)
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