| Processo: | 16/14611-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 15 de janeiro de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Teórica |
| Pesquisador responsável: | Tadeu de Siqueira Barros |
| Beneficiário: | Victor Satoru Saito |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Ecologia de comunidades Zooplâncton |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Competição | efeito prioridade | teoria de coexistência | Ecologia de comunidades |
Resumo Comunidades na natureza são compostas por poucas espécies comuns e um grande número de espécies raras. Esta é uma das poucas 'leis' em Ecologia e suas causas têm sido estudadas há décadas. Normalmente, as explicações invocam alguma resposta ambiental e, portanto, não explicam as mudanças na identidade de espécies comuns e raras entre locais similares. Aqui, nós vamos propor e testar uma nova explicação para os padrões de abundância quando a identidade de espécies raras e comuns muda em ambientes semelhantes. Nossas ideias são baseadas na teoria moderna de coexistência e em efeitos prioridade. Nossa previsão é que as mudanças nas espécies comuns e raras podem ser explicadas pelo efeito prioridade entre as espécies com capacidades competitivas similares e alta sobreposição de nicho. Neste caso, as espécies que chegam primeiro podem preencher a maior parte do nicho das espécies tardias, deixando apenas pequenas oportunidades de nicho para o crescimento da população. Assim, alterações na identidade das espécies comuns e raras poderiam ser manipuladas alterando a ordem de chegada durante a montagem da comunidade. Utilizaremos métodos para experimentalmente estimar diferenças de nicho e de fitness e efeitos prioridade. Esta será a primeira vez que a coexistência estável será estimada para animais com forte rigor teórico. Para isso, vamos utilizar experimentos em microcosmos utilizando espécies zooplanctônicas. Estes organismos são ideais dado o seu ciclo de vida rápido, facilidade de criação e alta diversidade. Além disso, iremos acoplar os resultados experimentais em análises observacionais inéditas de conjuntos de dados em grande escala. Unindo experimentos com observações esperamos lançar uma nova luz sobre o que pode determinar a identidade de espécies comuns e raras na natureza. (AU) | |
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