| Processo: | 17/02124-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Juliana Velasco de Castro Oliveira |
| Beneficiário: | Juliana Velasco de Castro Oliveira |
| Instituição Sede: | Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Pesquisadores associados: | Jaciane Lutz Ienczak ; Leandro Vieira dos Santos ; Marcelo Falsarella Carazzolle ; Sarita Candida Rabelo |
| Assunto(s): | Genética molecular Bagaço de cana-de-açúcar Degradação de biomassa Xilose Saccharomyces cerevisiae Sistemas CRISPR-Cas Bioetanol |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | CRISPR-Cas | Etanol de segunda geração | Evolução dirigida | Saccharomyces cerevisiae | Xilose | Genética Molecular |
Resumo
O aumento pela demanda de utilização de energia e o consenso sobre a necessidade de se reduzir significativamente as emissões de gases do efeito estufa e a dependência de combustíveis fósseis vem impulsionando o desenvolvimento e melhoramento da produção de biocombustíveis. O etanol é o biocombustível atualmente mais utilizado, mas para atender a demanda mundial pelo mesmo, esforços vêm sendo feitos para aumentar sua produção, e uma das opções seria a produção do etanol de segunda geração (E2G). O E2G é produzido através da fermentação de açúcares liberados de polissacarídeos complexos encontrados na biomassa vegetal e, no caso do Brasil, utiliza-se o bagaço da cana-de-açúcar. Mas, para produção do E2G, é necessário que diversos desafios biotecnológicos sejam superados, principalmente no que se refere ao aproveitamento de todos os açúcares fermentescíveis provenientes da degradação da biomassa. Isto porque Saccharomyces cerevisiae não é capaz de converter pentoses a etanol, e o E2G não será economicamente viável a menos que estes açúcares (principalmente xilose) sejam fermentados em adição a glicose. Frente a isso, o presente projeto tem como objetivo a construção de cepa fermentadora de xilose derivada da linhagem industrial S. cerevisiae Barra Grande (BG-1), e que seja resistente a compostos inibitórios presentes no licor C5. O projeto proposto é pioneiro, já que pela primeira vez a BG-1 será geneticamente modificada com genes para metabolizar xilose, utilizando o sistema CRISPR-Cas que permitirá uma modificação rápida e precisa de seu genoma. Serão avaliadas cepas com a via da isomerização e oxi-redução do metabolismo de xilose (nesta última também propõe-se a inserção da via para consumo de ácido acético), e evolução adaptativa da cepa em meio com xilose como única fonte de carbono e licor C5 derivado do bagaço. O rendimento e produtividade de etanol pelas cepas obtidas serão avaliadas em biorreatores semi-industriais. Além disso, estudos genômicos e transcriptômicos são propostos, para melhor entender o metabolismo das cepas durante as fermentações. Embora vários grupos de pesquisa no Brasil, e principalmente no exterior, vêm trabalhando com isso, ainda não foi obtido um microrganismo adaptado às condições de fermentação brasileira que consiga utilizar xilose/licor para a produção de E2G, com rendimento e produtividade similares ao obtido com glicose/sacarose. Sendo assim, este projeto é extremamente promissor e tem possibilidade de criar uma nova tecnologia de interesse sócio-econômico e ambiental, sendo fundamental para o setor sucro-energético do país. (AU)
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