| Processo: | 17/07411-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral |
| Pesquisador responsável: | Camila Squarzoni Dale |
| Beneficiário: | Elizamara Santos Gonçalves |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Dor neuropática Analgesia Estimulação elétrica Receptores opioides Neurofisiologia Modelos animais de doenças |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Córtex Insular | Dor neuropática | Estimulação eletrica encefálica | Sistema opióide | Neurofisiologia |
Resumo O córtex insular possui conexões com a via descendente analgésica da dor e é o local onde a sensação dolorosa é interpretada por sua intensidade, além de estar diretamente relacionado com o aspecto emocional da dor, o que faz desta área um alvo potencial para o tratamento da dor crônica.A dor neuropática, resultante da injúria do nervo periférico, se caracteriza pela presença de alodínia e hiperalgesia. Os tratamentos para esse tipo de dor são constantemente ineficazes devido ao inadequado entendimento dos mecanismos moleculares e celulares envolvidos, e os pacientes se apresentam refratários às terapias disponíveis atualmente. A estimulação elétrica encefálica induz mecanismos de supressão de dor endógenos e provoca analgesia, sendo, portanto, uma alternativa para os pacientes refratários aos tratamentos convencionais. Porém, pouco se sabe sobre os mecanismos que envolvem esse efeito, comprovando a necessidade de estudos que se aprofundem nesse campo.Dados obtidos por nosso grupo demonstram que a estimulação elétrica do córtex insular (EECI) aguda (apenas uma sessão de estimulação de 15 min) induz antinocicepção em ratos submetidos a um modelo de dor neuropática, sendo esse efeito dependente de receptores opióides e canabinóides do tipo I. Além disso, a EECI crônica é capaz de gerar antinocicepção mecânica que perdura por pelo menos 24h após a última sessão de estimulação, sem gerar efeitos sobre a atividade locomotora geral dos animais. Assim, este projeto tem o objetivo de investigar o efeito da EECI crônica (5 sessões diárias consecutivas de 15 min de estimulação) sobre a sensibilidade dolorosa mecânica, e realizar testes com naloxona- um antagonista opióide não seletivo- para verificar o envolvimento do sistema opioidérgico no efeito antinociceptivo induzido pelo EECI crônica em animais submetidos a um modelo de neuropatia periférica. | |
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