Resumo
Tendo ciência das mudanças climáticas, dos riscos de escassez de alimentos e do conceito de intensificação sustentável, o objetivo principal deste projeto é medir o impacto ambiental e produtivo do processo de intensificação da pecuária e desenvolver um conjunto abrangente de indicadores de intensificação ecologicamente sustentável de bovinos de corte. Também objetivamos medir os fatores de emissão (EFs) para o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e o amônia (NH3) para melhorar os inventários e estoques dos gases de efeito estufa (GEE). Existem dois EFs para N2O: um para fertilizante (EF1) e outro para excreta de animais (EF3PRP), os quais são quantificados separadamente. No entanto, no sistema pastoral, o fertilizante é aplicado sobre a excreta, de forma que pela primeira vez esses dois EFs serão medidos simultaneamente em condições tropicais. A área experimental consistirá em 24 ha de pastos de Brachiaria brizantha Hochst ex A. Rich Stapf cv. Marandu divididos em 12 piquetes de aproximadamente 2 ha cada. O pasto de Marandu foi implementado em 2005/2006 e está sem interferência (fertilizações) por pelo menos cinco anos. O experimento será repetido por dois anos consecutivos. Dentro de cada ano, o experimento será dividido em duas etapas: recria (estação chuvosa, de novembro a março, transição chuva-seca, de abril a junho) e terminação em pastagem ou em confinamento (estação seca, de julho a setembro). Os tratamentos consistirão em três níveis de intensificação (baixo, intermediário e alto) em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições (piquetes), caracterizados por taxas de lotação de aproximadamente 1,5, 3,5 e 5,5 unidades animal (UA)/ ha; respectivamente. A avaliação do pasto incluirá a determinação da massa de forragem e da qualidade da forragem. As variáveis de resposta animal incluem ingestão e digestibilidade dos nutrientes, CH4 entérico, balanço de N, desempenho, rendimento de carcaça e deposição de proteína e energia. Os impactos ambientais a serem avaliados incluem a perda de N por meio da volatilização de NH3, N2O, CO2 e CH4 de excreta e fertilização de N e do CH4 entérico. Finalmente, o balanço de GEE e a pegada de carbono serão estimados através do cálculo das emissões de GEE de animais e fertilizantes e a emissão de CO2 fóssil por outras atividades. (AU)
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