| Processo: | 17/22723-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2022 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Medicina Preventiva |
| Pesquisador responsável: | Alicia Matijasevich Manitto |
| Beneficiário: | Jessica Mayumi Maruyama |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Epidemiologia Depressão Mães Filhos Adolescência Desenvolvimento infantil Pelotas (RS) |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Competências socioemocionais | Depressão materna | Desenvolvimento Infantil | Estudo de coorte | Epidemiologia |
Resumo O desenvolvimento infantil é resultado da interação entre fatores genéticos, fatores ambientais e o modo como a criança responde aos estímulos externos e sociais. Para obtenção de sucesso nas esferas pessoais e profissionais, são exigidas competências formadas ao longo da vida do indivíduo, mas que são influenciadas por eventos ocorridos desde a primeira infância até o final da adolescência. Nas últimas décadas, diversos estudos mostraram que competências socioemocionais são tão importantes quanto as habilidades cognitivas em predizer desfechos positivos para a saúde individual e coletiva. Exemplos dessas competências incluem lócus de controle, autoestima, controle emocional, relacionamento com pares e comportamento pró-social. A depressão materna exerce forte influência no ambiente familiar e é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de psicopatologias em crianças. Há evidências que mostram que filhos de mães deprimidas apresentaram menores escores de autoestima, pobre controle emocional e problemas externalizantes relacionados a comportamentos hostis com seus pares, com consequente prejuízos nas interações sociais saudáveis. Objetivo: avaliar a repercussão da depressão materna sobre as competências socioemocionais (lócus de controle, autoestima, controle emocional, relacionamento com pares e comportamento pró-social) no início da adolescência na Coorte de Nascimento de Pelotas de 2004. Métodos: o desenho do estudo é uma coorte de nascimentos de base populacional em Pelotas (RS), que incluiu todos os nascidos-vivos no ano de 2004. Todos os dados já foram coletados por equipe treinada. Os desfechos são as competências socioemocionais das crianças aos 11/12 anos medidos por escalas validadas. A exposição principal é a depressão materna, avaliada em cada um dos acompanhamentos (3, 12, 24 e 48 meses, 6 e 11 anos). Serão analisadas outras exposições, que poderão atuar como variáveis de confusão e mediadoras ou modificadores de efeito da associação estudada. Resultados: Os resultados esperados poderão contribuir com recomendações que norteiem futuras medidas preventivas e/ou intervenções que minimizem o impacto da depressão materna nos filhos e que promovam o desenvolvimento das competências socioemocionais nas crianças. (AU) | |
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