| Processo: | 18/13910-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Dora Selma Fix Ventura |
| Beneficiário: | Juliana Hiromi Tashiro |
| Instituição Sede: | Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Serpentes Retina Fotorreceptores |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | células ganglionares | especializações | Fotorreceptores | retina | Serpentes | Morfologia |
Resumo O grupo das serpentes teve grande sucesso evolutivo e as diferentes espécies apresentam adaptações morfológicas e fisiológicas associadas ao ambiente em que vivem. As serpentes Viperidae Bothrops jararaca e Crotalus durissus ocupam predominantemente ambientes de mata fechada e de cerrado, respectivamente. Diferente de C. durissus, a serpente B. jararaca apresenta variações ontogenéticas na dieta e no uso do ambiente, sendo que na fase juvenil se alimenta de pequenos vertebrados ectodérmicos e ocupa extrato arbóreo, enquanto indivíduos adultos se alimentam preferencialmente de roedores, e ocupam extrato terrestre, assim como indivíduos jovens e adultos de C. durissus. Tais variações entre as duas espécies podem indicar adaptações do sistema visual. O processamento visual se inicia na retina, fino tecido nervoso localizado no fundo dos olhos, responsável por captar a energia luminosa do ambiente e converter esta energia em sinais eletroquímicos que são transmitidos aos centros visuais superiores. Diferenças na densidade e distribuição de células da retina estão associadas a características ecológicas das espécies. Desta forma, as serpentes B. jararaca e C. durissus representam um modelo interessante para o estudo comparativo da morfologia da retina e a compreensão de mecanismos adaptativos do sistema visual. Para este estudo serão coletados os olhos de oito indivíduos adultos e oito juvenis de cada uma das duas espécies. As serpentes serão obtidas junto à Recepção de Animais do Instituto Butantan e serão eutanasiadas com dose letal do anestésico Thionembutal (princípio ativo tiobarbiturato etil sódico, dosagem 100 mg/kg). Em seguida os olhos serão enucleados e fixados em paraformaldeído 4% diluído em tampão fosfato PB 0,1M, por três horas. As retinas serão dissecadas e mantidas em PB 0,1 M, a 4oC. Montagens planas das retinas serão utilizadas para marcação de fotorreceptores e de células da camada de células ganglionares (CCG), com uso das técnicas de imunohistoquímica e de Nissl, respectivamente. A análise da densidade e distribuição de células da retina será realizada a partir do método estereológico, com o software de estereologia Stereo Investigador (MicroBrightField, Colchester, VT). A acuidade visual será estimada com base no pico de densidade de células da CCG e no valor da distância posterior nodal, do centro do cristalino até a retina. Com base em estudos prévios de retinas de diferentes espécies de vertebrados, espera-se encontrar diferenças quanto a distribuição de neurônios da retina em serpentes jovens e adultas da espécie B. jararaca. Estes resultados trarão maior compreensão sobre aspectos comportamentais e evolutivos destas espécies de alto interesse médico no Brasil. | |
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