| Processo: | 18/19146-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia |
| Pesquisador responsável: | Edson Zangiacomi Martinez |
| Beneficiário: | Edson Zangiacomi Martinez |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Brian Custer |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 19/12112-4 - Percepções, atitudes e práticas de homens que fazem sexo com homens em relação à doação de sangue, BP.TT |
| Assunto(s): | Medicina transfusional HIV Saúde pública |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Buscadores de teste | Doação de sangue | Hiv | Homens que fazem sexo com homens | Medicina Transfusional | Saúde Coletiva | Epidemiologia |
Resumo
A temática da inaptidão para a doação de sangue de grupos específicos da população está na agenda atual de discussão na maioria dos países. As normativas brasileiras atualmente em vigor em relação à doação de sangue por homens que fazem sexo com homens (HSH) foram adotadas a partir de 2004 e consideram que os HSH sejam classificados como inaptos temporariamente por um período de 12 meses após a última relação sexual considerada de risco. Apesar das evidências científicas de que a prática sexual entre HSH esteja associada a um risco acrescido de infecção por agentes sexualmente transmissíveis, a exclusão temporária dos HSH para a doação de sangue tem gerado bastante discussão, principalmente devido às pressões sociais de grupos de promoção e defesa da cidadania e direitos humanos, os quais alegam conduta preconceituosa e discriminatória. Até onde sabemos, nenhum estudo brasileiro foi realizado investigando a população de HSH fora dos bancos de sangue, ressaltando a total falta de evidências sobre o perfil epidemiológico, percepções, atitudes e práticas dos HSH no contexto da doação de sangue para embasar as discussões atuais. Objetivos: Avaliar as percepções, atitudes e práticas em relação a doação de sangue e normativas atualmente vigentes na regulamentação dos serviços de sangue entre HSH usuários de Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) do município de Ribeirão Preto - SP, e HSH membros de comunidades LGBTQ. Métodos: Serão realizados dois estudos, sendo o primeiro um estudo transversal a ser conduzidos nos CTAs de Ribeirão Preto, no qual serão entrevistados todos os usuários dos CTAs, mesmo os que não são HSH, para que sejam comparadas as percepções, atitudes e práticas em relação a doação de sangue e normativas vigentes entre HSH e não HSH. Já o estudo 2, será realizado com HSHs membros de comunidades LGBTQ (web survey). A coleta de dados do estudo 1 será realizada em dois CTAs, responsáveis por mais de 60% dos atendimentos do município. Já a coleta de dados do web survey será realizada em três grandes comunidades LGBTQ do Facebook. Ambas as coletas serão realizadas por meio de um questionário eletrônico de autopreenchimento, a ser disponibilizado em um tablet (estudo1) ou através de link online (estudo 2), utilizando-se a ferramenta de captura eletrônica de dados REDCap. Os dados serão analisados por meio de modelos de regressão logística para o estudo da associação entre as variáveis (dependentes) (a) prática de doação (doador/não doador), (b) busca de testes em bancos de sangue (sim/não), e as variáveis independentes: faixa etária, estado civil, religiosidade, padrão de consumo de álcool e drogas, classe social, etc. As variáveis relativas às percepções e atitudes serão associadas à condição HSH/não HSH e outras variáveis por modelos de regressão logística ou modelos de regressão politômica. (AU)
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