| Processo: | 19/14331-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia |
| Pesquisador responsável: | Cristiane Damas Gil |
| Beneficiário: | Danilo Bancalero Mendonça Lucchi |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Hepatotoxicidade Nefrotoxicidade Inflamação Anexina A1 Cisplatino |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ac 2-26 | hepatotoxicidade | nefrotoxicidade | receptor para peptídeo formilado | Inflamação |
Resumo A cisplatina é um agente antineoplásico amplamente utilizado e relacionado com nefrotoxicidadee hepatotoxicidade. O estresse oxidativo é um mecanismo muito comum na citotoxicidade dacisplatina. A formação de espécies reativas de oxigênio (ROS) induzida pela cisplatina éresponsável pela peroxidação de lipídios, depleção de grupos sulfidrila, alteração de diferentesvias de transdução de sinal, entre outras ações, que podem causar danos ao DNA e,consequentemente, apoptose de células. Nesse contexto, destacamos a anexina A1 (AnxA1),proteína de 37 kDa que além de mediar a inflamação, está envolvida em importantes papeisfisiopatológicos incluindo proliferação, diferenciação e apoptose. Além disso, estudos comcélulas epiteliais glandulares mamárias evidenciaram um papel protetor da AnxA1 no dano aoDNA. É importante ressaltar também que a ação regulatória da AnxA1 e de seus peptídeosmiméticos é mediada pelos receptores para peptídeos formilados (Fprs), receptorestransmembrana acoplados a proteína G. Contudo, o papel da AnxA1 e de seus Fprs na toxicidadeinduzida pela cisplatina em rim e fígado ainda não foi explorado. Nesse estudo, avaliaremos oefeito do tratamento farmacológico com o peptídeo mimétido da AnxA1, Ac 2-26 , na toxicidaderenal e hepática induzida pela cisplatina em ratos Wistar. Os animais serão divididos em trêsgrupos (n = 5 animais): Grupo Cis - receberá via intraperitoneal três doses de cisplatina (10mg/kg) por dia, totalizando um tratamento de 30 mg/kg em 3 dias; Grupo Ac 2-26 - receberátratamento farmacológico intraperitoneal com 1 mg/kg do Ac 2-26 , 15 minutos antes daadministração da cisplatina (3 dias); Grupo SHAM (controle) - receberá apenas veículo (salinaestéril). Após 6 horas da última dose de cisplatina ou veículo, os animais serão submetidos aeutanásia para as seguintes análises: i) quantificação dos leucócitos do sangue; ii) histológica dorim e fígado; iii) expressão de Fpr1 e Fpr2 no rim e fígado por imuno-histoquímica; iv)expressão da AnxA1 e caspase 3 clivada por western blotting. Os resultados contribuirão para oconhecimento dos mecanismos celulares e moleculares que envolvem as ações biológicas daAnxA1 na nefrotoxicidade e hepatotoxicidade, assim como possíveis alvos terapêuticos para osefeitos deletérios da cisplatina. | |
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