| Processo: | 20/03565-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia |
| Pesquisador responsável: | Cristiane Damas Gil |
| Beneficiário: | Cristiane Damas Gil |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Karin Vicente Greco |
| Assunto(s): | Anexina A1 Inflamação Macrófagos Neutrófilos Cisplatino Receptores de formil peptídeo Proteína 3 que contém domínio de pirina da família NLR Imuno-histoquímica Lipidômica Organoides |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | cisplatina | Inflamassoma Nlrp3 | Macrófagos | neutrófilos | organoide de intestino | receptor para peptídeo formilado | Inflamação |
Resumo
A anexina A1 (AnxA1) é uma proteína de 37 kDa capaz de regular várias etapas celulares e moleculares da resposta inflamatória e está envolvida nos mecanismos endógenos que são ativados para obtenção de uma resolução adequada. Além disso, alguns peptídeos sintéticos derivados do domínio N-terminal da AnxA1 mimetizam a propriedade farmacológica da proteína total, especialmente sua atividade anti-inflamatória, ligando-se a uma classe específica de receptores transmembrana acoplados a proteína G, os receptores para peptídeos formilados (FPRs). Contudo, os mecanismos moleculares pelos quais essa proteína e seus peptídeos modulam as respostas celulares, particularmente nas doenças inflamatórias intestinais e na neuroinflamação, ainda não estão completamente determinados. Em relação às doenças gastrintestinais, muitos avanços recentes têm contribuído na compreensão de sua fisiopatologia, no entanto, modelos in vitro utilizando cultura de células como alternativa precisam ser melhorados, a fim de estudar novos alvos na inflamação e explorar novos tratamentos. Nesse contexto, as unidades organoides (UOs) são uma alternativa interessante, representando estruturas 3D auto-organizadas e auto-renováveis compostas de um aglomerado de diferentes células in vitro que se assemelham a seu órgão de origem em arquitetura e função. Essas UOs podem ser usadas para (i) compreender os mecanismos intrínsecos de reparação nos tecidos para tentar promover a regeneração saudável e reduzir as respostas patológicas de cicatrização de feridas; (ii) estudar alternativas para tratar doenças crônicas inflamatórias, ou (iii) como modelo de triagem para explorar terapias alternativas, reduzindo a necessidade de usar um maior número de animais. Ressaltamos também que a AnxA1, além de mediar a inflamação, está envolvida em importantes papeis fisiopatológicos incluindo proliferação celular e proteção contra o dano ao DNA, sugerindo um papel regulador no estresse oxidativo inerente à toxicidade induzida por agentes químicos ou inflamação. Desse modo, avaliaremos o papel da proteína AnxA1 e de seus peptídeos miméticos em modelos experimentais in vitro (2D e 3D) de inflamação e in vivo de toxicidade aguda. Assim, diferentes metodologias serão empregadas, tais como: análises histológicas, imunoistoquímica, imunofluorescência, Elisa, western blotting, lipidômica, eicosanômica, microscopia eletrônica, entre outras, que possibilitarão a compreensão dos mecanismos de ação dessa proteína e seus peptídeos, bem como suas possíveis aplicações terapêuticas. (AU)
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