| Processo: | 21/01541-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2024 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia |
| Pesquisador responsável: | Cristiane Damas Gil |
| Beneficiário: | Izabella Lice Moura |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Inflamação Macrófagos Peptídeos Anexina A1 Citocinas Eicosanoides Ciclo-oxigenase 2 Proteínas quinases Organoides Intestinos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ac2-26 | Ac9-12 | Macrófago | receptor para peptídeos formilados | unidade organoide | Morfologia e inflamação |
Resumo A anexina A1 (ANXA1) é uma proteína de 37 kDa capaz de mimetizar a ação anti-inflamatória dos glicocorticoides por meio da inibição da síntese de eicosanoides e fosfolipase A2 (FLA2), afetando componentes da reação inflamatória e liberação do ácido araquidônico. Estudos revelaram que os peptídeos sintéticos do domínio N-terminal da ANXA1 mimetizam a propriedade farmacológica da proteína total, especialmente sua atividade anti-inflamatória, ligando-se a uma classe específica de receptores transmembrana acoplados a proteína G, os receptores para peptídeos formilados (FPRs). A administração dos peptídeos da ANXA1 leva a ativação dos seus receptores, que são mais abundantes em leucócitos aderentes, e promove a ativação celular e a sinalização intracelular, com o destacamento dos leucócitos do endotélio Dessa maneira, na primeira etapa desse estudo, pretendemos avaliar a ação biológica do tetrapeptídeo Ac9-12 em macrófagos ativados por lipopolissacarídeo (LPS) na liberação de citocinas e eicosanoides, bem como na expressão de COX-2 e MAPK. Para efeitos comparativos utilizaremos o peptídeo Ac2-26 da ANXA1 e o antagonista e agonista do FPR2, WRW4 e WKYMVM. Também pretendemos avaliar uma nova alternativa de modelo in vitro tridimensional de inflamação, utilizando Unidades Organoides (UOs) de intestino. As UOs são estruturas 3D auto-organizadas e auto-renováveis compostas de um aglomerado de diferentes células in vitro que se assemelham a seu órgão de origem em arquitetura e função. Essas UOs podem ser usadas para (I) compreender os mecanismos intrínsecos de reparação nos tecidos para tentar promover a regeneração saudável e reduzir as respostas patológicas de cicatrização de feridas; (II) estudar alternativas para tratar doenças crônicas inflamatórias, quer aplicando diretamente a UO como terapia celular, por meio da qual células exógenas podem ser transplantadas em tecidos para ajudar a reparar o dano ou (III) como modelo de triagem para explorar terapias alternativas, reduzindo a necessidade de usar um maior número de animais. Esses estudos possibilitarão a compreensão detalhada da bioatividade dos peptídeos da ANXA1 e as suas possíveis aplicações terapêuticas. (AU) | |
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