Resumo
Leishmanioses são um grupo de doenças endêmicas em 98 países incluindo o Brasil. Estudos já demonstraram que algumas espécies do gênero Leishmania são capazes de liberar vesículas extracelulares (EVs), as quais contém antígenos, fatores de virulência, RNA, DNA e lipídeos do parasita. Essas EVs têm papel importante na relação parasita-hospedeiro, na sobrevivência do patógeno em diferentes níveis, na facilitação da infecção em modelos experimentais, na imunomodulação e na adaptação do parasita ao ambiente do hospedeiro. Devido a sua capacidade de carrear antígenos e de estimular a resposta imunológica, a melhor caracterização dessas EVs, sua utilização em tratamentos e no desenvolvimento de vacinas vêm sendo estudada. Nosso grupo tem estudado as EVs liberadas por Leishmania (Leishmania) amazonensis assim como de células infectadas com o parasita, mostrando algumas evidências e mecanismos do papel dessas EVs na relação parasita-hospedeiro. Este projeto tem por objetivo caracterizar e avaliar o papel das EVs liberadas por promastigotas de L. amazonensis virulenta (recém recuperada de lesões nos animais) e atenuada (obtida por cultivo em longo período em cultura in vitro) nas respostas de macrófagos e células B-1 e na resposta imunológica e desenvolvimento da doença experimental em camundongos BALB/c previamente imunizados. Alterações no conteúdo das EVs podem impactar na resposta imunológica e na progressão da doença, por isso EVs derivadas de parasitas virulentos e atenuados podem apresentar diferenças relevantes na resposta imune. Assim, este projeto poderá contribuir para o melhor entendimento da relação parasita-hospedeiro e futuramente fornecer subsídios para o desenvolvimento de uma vacina com potencial para prevenção da Leishmaniose. (AU)
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