| Processo: | 19/26117-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Odontologia - Odontologia Social e Preventiva |
| Pesquisador responsável: | Marília Afonso Rabelo Buzalaf |
| Beneficiário: | Aline Dionizio Valle |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Bioquímica Proteômica MicroRNAs Diabetes mellitus tipo 2 Fluoretos Água potável Intestino de animal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | diabetes | Fluoreto | intestino | microRNA | proteômica | Bioquímica |
Resumo O Diabetes Mellitus (DM) é considerado uma doença de grande impacto e as perspectivas são de que a mesma deve aumentar consideravelmente nos próximos anos, devido ao estilo de vida das pessoas. Dentre os dois tipos de Diabetes Mellitus o tipo 2 (DM2) é o que tem a maior prevalência (90%). A patogênese do DM2 é muito complexa e está envolvida com uma progressão da resistência à insulina no fígado e tecidos periféricos, que ainda é acompanhada por uma secreção defeituosa de insulina pelas células ² pancreáticas, levando a um aumento anormal da glicose no sangue. Alguns estudos vêm indicando que o fluoreto (F) pode influenciar na resistência/sensibilidade à insulina, característica inicial do desenvolvimento do DM2. Desta forma, estudos que relacionem essa patologia com a administração de F são importantes, já que este íon está presente em águas de abastecimento e outras fontes, como dentifrícios e alimentos. Sabendo-se que a principal rota de absorção do F é o Trato Gastrointestinal (TGI) e o principal órgão é o intestino, o objetivo deste estudo é avaliar as alterações proteômicas e de miRNAs ocasionadas pelo F no intestino de animais com DM2 induzidas por meio de dieta hiperlipídica e pela administração de estreptozotocina, além de implementar uma nova linha de pesquisa (análise de miRNA) no laboratório de bioquímica da Faculdade de Odontologia de Bauru- USP. Para isto serão utilizados 18 camundongos adultos machos da linhagem C57BL/6J, que serão divididos em 3 grupos experimentais (n=6), de acordo com a dose de F (0, 10 ou 50 mgF/L) administrada por meio da água de beber. Os animais receberão uma dieta hiperlipídica e após alcançarem 30g e no mínimo 8 semanas, receberão injeções diárias de estreptozotocina (STZ) intraperitonial de 40mg/kg, por 3 a 5 dias. A partir da 4a semana se iniciará o tratamento com o F, com duração de 21 dias. A glicemia será medida semanalmente utilizando um monitor glicêmico (Accu-Check Performa, Roche Diagnostics, Mannheim, Alemanha), a fim de detectar a resistência à insulina, e posteriormente à administração de STZ e constatação do DM2. Um grupo com 6 camundongos da linhagem C57BL/6 será utilizado como controle. Os mesmos receberão pelo mesmo período experimental, água sem F e dieta normocalórica. Decorrido o período experimental, os animais serão eutanasiados para a coleta das amostras, sendo coletado o sangue para análise de F (eletrodo íon específico), bem como o intestino para análise proteômica quantitativa livre de marcadores (software Protein Linx Global Service) e análise de microRNA. Após verificação da normalidade e homocedasticidade dos dados, os mesmos serão submetidos à análise estatística apropriada (p<0,05). (AU) | |
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