| Processo: | 20/01917-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Parceria para Inovação Tecnológica - PITE |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2024 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública |
| Acordo de Cooperação: | Agilent |
| Pesquisador responsável: | Sergio Verjovski Almeida |
| Beneficiário: | Sergio Verjovski Almeida |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Empresa: | Agilent Technologies Brasil Ltda |
| Município da Empresa: | Barueri |
| Pesquisadores associados: | Ana Carolina Tahira ; Eliana Nakano ; James Philip Hewitson ; Leonardo Paiva Farias ; Luciana Cezar de Cerqueira Leite ; Murilo Sena Amaral ; Ricardo de Marco ; Robert Alan Wilson |
| Assunto(s): | Vacinologia Vacinas Esquistossomose Schistosoma mansoni Phage display Peptídeos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | candidatos vacinais no soro humano de individuos resistentes | esquistossomose | phage-display delivery system para peptideos candidatos | phage-display screening para alvos candidatos com soro | Schistosoma mansoni | testes de proteção de candidatos in vivo em camundongos | Vacinologia |
Resumo
A esquistossomose é uma doença muito debilitante, espalhada por três continentes que infecta mais de 200 milhões de pessoas. A administração de praziquantel a indivíduos infectados é a base da terapia atual da esquistossomose; no entanto, taxas de cura inferiores a 50 % foram registradas e a tolerância ao medicamento já foi relatada, reforçando a necessidade de abordagens novas e mais eficazes na redução da morbidade e / ou na erradicação da doença, tais como o desenvolvimento de uma vacina. Nas últimas quatro décadas, houve várias tentativas de desenvolver uma vacina para a esquistossomose testando muitos candidatos vacinais diferentes, selecionados com base na localização conhecida no parasita e na função putativa das proteínas candidatas, mas os resultados foram decepcionantes e não há vacina disponível contra a doença até o momento. Nosso projeto visa identificar novos alvos candidatos vacinais com o uso de uma nova metodologia de triagem sem viés, a saber, o uso de uma biblioteca de peptídeos de Schistosoma mansoni exibidos em fagos, que foi construída por nosso grupo com oligonucleotídeos sintéticos que codificam as sequências de todo o conjunto de proteínas do parasita. Esta biblioteca será usada para rastrear peptídeos reconhecidos por anticorpos de uma coorte de pacientes com resistência induzida por drogas à infecção por S. mansoni. O sequenciamento dos fagos capturados na triagem e significativamente enriquecidos na coorte de pacientes identificará os epítopos imunogênicos do parasita, que serão considerados potenciais candidatos à vacina. Combinaremos essas informações com outro conjunto de epítopos do parasitas já identificados com a mesma biblioteca de exibição de fagos que foram capturados por anticorpos de macacos rhesus auto-curados. Esse conjunto de possíveis candidatos será então testado quanto à eficácia protetora em um modelo de camundongo, usando um sistema de entrega dos antígenos por fagos, que é conhecido por promover uma forte resposta imune e por estabilizar o antígeno candidato vacinal. Com nossa triagem sem viés, e de alta cobertura, e com testes vacinais in vivo, esperamos identificar um conjunto de novos candidatos vacinais que atinjam em camundongos o nível satisfatório de proteção definido pela OMS para testes vacinais eficazes. (AU)
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