| Processo: | 20/06982-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2023 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Acordo de Cooperação: | Universidad de la Frontera |
| Pesquisador responsável: | Adalberto Pessoa Junior |
| Beneficiário: | Adalberto Pessoa Junior |
| Pesquisador Responsável no exterior: | Jorge Gonzalo Farias Avendano |
| Instituição Parceira no exterior: | Universidad de La Frontera (UFRO) , Chile |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Biotecnologia farmacêutica Leucemia-linfoma linfoblástico de células precursoras Asparaginase Biofármacos Moléculas bioativas Enzimas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | asparaginase | Biofármaco | biomolécula | enzima | fermentação | micro-organismos recombinantes | Biotecnologia Farmacêutica |
Resumo
A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é o câncer mais comum em crianças em todo o mundo e é caracterizada pela superprodução de linfoblastos indiferenciados na medula óssea. O tratamento de primeira escolha é com a enzima L-asparaginase (ASNase) isolada de Escherichia coli ou Erwinia chrysanthemi. Seu mecanismo de ação é por meio da hidrólise da L-asparagina plasmática em ácido aspártico e amônia. As células leucêmicas, diferentemente das células saudáveis, são incapazes de sintetizar L-asparagina em quantidade suficiente para sua sobrevivência por causa da reduzida expressão do gene da asparagina sintetase. Essas células necessitam da L-asparagina plasmática para sobreviver e, portanto, a ASNase causa morte das células cancerígenas por inanição. As formulações de ASNase de E. coli e E. chrysanthemi podem causar efeitos colaterais adversos significativos, especialmente imunogenicidade. A PEGilação de E. coli ASNase é uma estratégia de modificação pós-traducional para minimizar a imunogenicidade e envolve a ligação covalente de polietilenoglicol (PEG) a epítopos de camuflagem na enzima. No entanto, as restrições conformacionais impostas pela ligação covalente do PEG diminuem a atividade enzimática e o sistema imunológico também podem gerar anticorpos contra o PEG. Este projeto tem os seguintes objetivos: 1) otimizar as condições de cultura para produzir uma E. coli ASNase quimérica em um biorreator 3L; 2) purificar e PEGuilar N-terminal esta ASNase; 3) caracterizar a estrutura e função da enzima; 4) avaliar a citotoxicidade in vitro da enzima contra diferentes linhas celulares leucêmicas; e 5) avaliar in vivo a depleção de asparagina e glutamina e a imunogenicidade da enzima quimérica PEGuilada em modelos de camundongos de ALL. Espera-se que essas variantes sejam ativas, fisicoquimicamente estáveis e menos imunogênicas do que a E. coli ASNase existente, fornecendo uma plataforma para o futuro desenvolvimento biofarmacêutico. (AU)
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