Resumo
A Bioengenharia Tecidual utiliza técnicas de descelularização, recelularização e bioimpressão 3D para permitir a produção de biomateriais funcionalizados para transplantes. A descelularização de órgãos produz biomateriais acelulares com preservação da composição e estrutura 3D da matriz extracelular (MEC). Esses biomateriais, quando recelularizados e aplicados in vivo, podem proporcionar estímulo local para migração e proliferação de células-tronco e/ou progenitoras, bem como diferenciação celular e/ou modulação da resposta imune inata no sítio de implantação. A bioimpressão 3D pode ser utilizada para otimizar a bioatividade do scaffold descelularizado, tanto pela customização estrutural, quanto por sua associação com outras moléculas e materiais, permitindo, assim, ampliar seu leque de aplicações. Este projeto baseia-se na hipótese de que as estratégias de descelularização, recelularização, bioimpressão 3D e implantação do tecido funcionalizado podem ser utilizadas para entender a quimiotaxia in vivo de células endógenas para estes biomateriais funcionalizados e validá-los para uso na Medicina Regenerativa Veterinária. Para testar esta hipótese, modelos de injúria tecidual in vivo e in vitro serão utilizados. Uma das fontes de diversos biomateriais são os tecidos placentários, que compartilham com tumores diversos mecanismos associados à oncogênese da MEC. Portanto, os Objetivos deste projeto são: a) otimizar o protocolo de descelularização de diferentes tecidos, visando à geração de scaffolds que possam ser associados a diferentes tipos celulares (recelularização) e biopolímeros, dando origem a tecidos funcionalizados a serem utilizados para o reparo de tecidos e órgãos e para o transplante em modelos animais; b) investigar os efeitos de biomateriais placentários na gênese, progressão tumoral. Uma equipe multidisciplinar envolvendo anatomistas, biologistas celulares, cirurgiões e imunologistas e o acesso a tecnologias e facilidades no estado da arte garantem a viabilidade desta proposta. Os resultados obtidos deverão contribuir para melhor compreender não só as interações celulares e moleculares que ocorrem no sítio de injúria tecidual e de tumores, mas, também, permitir o desenho de novas estratégias terapêuticas para o reparo tecidual e a intervenção no crescimento e na disseminação tumoral. (AU)
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