| Processo: | 21/06988-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 25 de março de 2025 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Odontologia - Clínica Odontológica |
| Pesquisador responsável: | Cláudia Helena Lovato da Silva |
| Beneficiário: | Adriana Barbosa Ribeiro |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 20/06043-7 - Modulação autonômica (simpática e parassimpática) das respostas inflamatórias e cardiocirculatórias em situações fisiopatológicas clínicas e experimentais, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 23/15058-6 - A perda dentária e o uso de próteses podem impactar a função autonômica, avaliada através da variabilidade da frequência cardíaca?, BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Prótese dentária Prótese total Antifúngicos Desinfecção Biofilmes Estomatite sob prótese Fatores de risco de doenças cardíacas Idosos Ensaio clínico controlado aleatório Método duplo-cego |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antifungicos | biofilme | Estomatite relacionada à Prótese | Higienizadores | Prótese Total | risco cardíaco | Prótese dentária |
Resumo A ocorrência do edentulismo ainda é significativa, especialmente entre os idosos, sendo, as próteses totais uma opção muito utilizada na reabilitação do sistema estomatognático. Porém, esses dispositivos favorecem a formação de biofilme e o desenvolvimento de lesões bucais inflamatórias como a Estomatite Relacionada à Prótese (ERP), a qual tem sido relacionada com o desencadeamento de complicações sistêmicas, principalmente do sistema cardiovascular. Protocolos conservadores baseados na desinfecção das próteses para prevenção e/ou tratamento da ERP têm sido empregues como alternativa aos antifúngicos tópicos, ou sistêmicos, uma vez que, ao serem suspensos, verifica-se alto índice de recidiva. Este estudo tem como objetivo avaliar se a ERP aumenta o risco cardiovascular de indivíduos idosos usuários de prótese total e, uma vez identificado o aumento do risco cardiovascular, avaliar se o tratamento da ERP com um protocolo mecânico-químico de higiene de prótese, comparado à higiene mecânica da prótese associada à medicação tópica diminui o risco cardíaco. Métodos: inicialmente, indivíduos usuários de próteses totais maxilares com (n=50) e sem ERP (n=50) serão avaliados e comparados quanto à existência de alteração da pressão arterial e variabilidade da frequência cardíaca [variabilidade total (domínio do tempo), análise espectral (domínio da frequência), análise simbólica, entropia amostral (SampEn) e fatores de risco e biomarcadores de doença cardíaca]. Em seguida, os participantes do grupo com Estomatite serão distribuídos, aleatoriamente, em 2 grupos em função dos protocolos para tratamento da Estomatite: (1) escovação da prótese e imersão da prótese em solução de hipoclorito de sódio 0,25% (controle); (2) escovação da prótese e uso de nistatina. As variáveis analisadas serão variabilidade da frequência cardíaca e alteração da pressão arterial; avaliação de citocinas pró-inflamatórias, nível de proteína C-reativa - PCR; remissão da ERP; redução de carga microbiana e expressão de genes de virulência (Staphylococcus spp., bactérias Gram-negativas, Candida spp. e Streptococcus mutans); remoção do biofilme. Os dados serão coletados no início do estudo, após 15 dias de tratamento e após 30 dias da suspensão do uso do antifúngico. Após a suspensão do antifúngico os pacientes serão submetidos ao estudo da função cardíaca, por meio da ecocardiografia, assim como da atividade simpática cardíaca por meio da técnica de cintilografia da inervação simpática utilizando-se o [123 I] metaiodobenzylguanidine (MIBG). Resultados esperados: a ERP aumenta o risco cardíaco e o tratamento local da ERP por meio do protocolo mecânico-quimico será efetivo para todas as variáveis, com consequente redução do risco cardíaco em função da remissão da ERP, remoção de biofilme, redução da carga microbiana (Staphylococcus spp., Bactérias Gram-negativas, Candida spp. e Streptococcus mutans). (AU) | |
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