| Processo: | 22/10320-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Jovens Pesquisadores |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Botânica |
| Pesquisador responsável: | Variluska Fragoso |
| Beneficiário: | Variluska Fragoso |
| Instituição Sede: | Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 21/07978-2 - O impacto humano sobre a diversidade genética e fitoquímica vegetal e as interações multitróficas inseto-planta da Mata Atlântica, AP.JP |
| Assunto(s): | Ecologia química Fitoquímica Impactos ambientais Interação planta-inseto Poluentes Ações antrópicas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | biodiversidade tropical | Ecologia Química | Fitoquímica | Impacto ambiental | Interação Inseto-Planta | poluentes | Fitoquímica |
Resumo O estudo da biodiversidade não é a mera documentação da diversidade taxonômica, química e genética dos organismos, mas engloba o entendimento de como tais níveis distintos de diversidade suportam a funcionalidade do ecossistema e reagem a mudanças ambientais naturais e/ou antrópicas. A maior parte da biodiversidade do planeta é representada por plantas e insetos tropicais. Pelo fato de as plantas servirem de base para o ecossistema e dos insetos (i.e., herbívoros e seus inimigos naturais) serem repórteres sensíveis a mudanças climáticas, esses taxa são o foco desta proposta. A Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo estende-se desde a costa litorânea até o interior do estado de São Paulo, abrangendo fragmentos remanescentes da Mata Atlântica, um dos hotspots mundiais de biodiversidade e endemismos, e cerca de 10% da população brasileira. Este projeto visa contribuir para o aprofundamento dos dados gerados pelo Plano de Desenvolvimento Institucional em Pesquisa do Instituto de Botânica (PDIP-IBt/FAPESP) acerca deste cinturão, e objetiva mapear e testar a relação entre os diferentes níveis de diversidade ao longo de um gradiente de impacto humano causado pela urbanização, utilizando-se de plantas do gênero Piper e suas interações multitróficas com insetos. A predição é de que, frente a níveis elevados de temperatura e poluentes, as comunidades de plantas se tornem fitoquimicamente menos diversas e estejam associadas a uma menor diversidade de insetos de, predominantemente, herbívoros generalistas, sem que necessariamente haja uma redução na diversidade taxonômica ou genética vegetal. Um aspecto técnico inovador deste projeto no levantamento da diversidade fitoquímica envolve o uso de respostas induzidas em plantas e a coleta de compostos voláteis a partir de suas emissões por folhas sob condições realísticas em campo. Em campo, a diversidade genética e fitoquímica serão manipuladas, ao passo em que a diversidade das interações será estimada. Em laboratório, a função das dissimilaridades fitoquímicas entre ambientes e o efeito de mudanças climáticas previstas para o futuro na performance de plantas-herbívoros-parasitoides serão testados. Portanto, pretende-se com esse projeto nuclear uma nova e inovadora linha de pesquisa no Instituto de Botânica - agora parte do recém formado Instituto de Pesquisas Ambientais -, que explora níveis distintos de diversidade como estimativas da qualidade do ecossistema, identificando e desafiando adaptações locais com aumentos de temperatura e CO2 previstos para 2080 que nos ajudarão a compreender melhor o impacto que os próximos 60 anos terão sobre o que levou 60 milhões para evoluir. (AU) | |
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: | |
| Mais itensMenos itens | |
| TITULO | |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): | |
| Mais itensMenos itens | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |