Resumo
Em pacientes (pts) coronariopatas, é bem estabelecida a correlação entre agregação plaquetária e desfechos clínicos. Essa correlação é ainda mais evidente em pts de alto risco, como diabéticos com episódio(s) de síndrome isquêmica miocárdica instável (SIMI) e/ou intervenções coronárias percutâneas (ICP), e aqueles com doença aterosclerótica polivascular. O uso de antiagregantes plaquetários se consolidou como uma estratégia de ponta na redução do risco cardiovascular (CV) nesses pts de alto risco; entretanto, mesmo em uso destes e de outros tratamentos comprovadamente úteis, após um episódio de SIMI a recorrência de eventos CVs persiste elevada, e novas terapias têm sido testadas a fim de se reduzir ainda mais esse risco. Recentemente inibidores de SGLT2 e anti-inflamatórios, como a colchicina, mostraram-se eficazes na prevenção secundária de novos eventos CV nessas populações. Por outro lado, o papel da agregabilidade plaquetária ainda é pouco conhecido em doenças com alto impacto social e alta prevalência de fenômenos aterotrombóticos e de sangramento, como é o caso do câncer e doenças reumatológicas, que comumente são excluídas dos grandes estudos. Adicionalmente um grupo de indivíduos cada vez mais prevalente, fundamentalmente por conta do envelhecimento populacional, é aquele com fibrilação atrial (arritmia mais prevalente em todo o mundo), sendo fundamental um melhor entendimento das complexas interações entre anticoagulantes (principalmente novos anticoagulantes) e agregabilidade plaquetária, já que é muito comum a coexistência da arritmia com doença arterial coronária. Na mesma linha, a influência da dislipidemia (extremamente prevalente na sociedade atual) sobre a agregabilidade é pouco conhecida. Por fim, é sabido que os atuais testes de avaliação de agregabilidade plaquetária apresentam diversas limitações, sendo desejável o desenvolvimento de novos testes, que possam agregar fidedignidade e acurácia à avaliação atual, com informações pormenorizadas e potencial impacto na avaliação prognóstica e na seleção de estratégias terapêuticas. Sendo na sua essência um projeto de pesquisa translacional, conta com parceria de diversas especialidades clínicas (hematologia, oncologia, reumatologia, angiologia) e de bancada. Ao final, pretende contribuir para um melhor entendimento sobre o assunto, procurando respostas para uma série de indagações clínicas e mecanísticas com grande impacto social, tanto do ponto de vista de sobrevida quanto de qualidade de vida, com potencial de reduzir gastos com agravos à saúde. Além disso, por conta das limitações dos atuais testes de avaliação da agregabilidade plaquetária, pretende contribuir também no sentido da obtenção de avaliações mais fidedignas, acuradas e com maior quantidade de informações, dentro do contexto atual de medicina individualizada de precisão. (AU)
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