Resumo
O Trypanosoma cruzi, agente causador da Doença de Chagas, é parasita intracelular obrigatório e se apresenta em três estágios de desenvolvimento: a forma infectante, tripomastigota e as formas reprodutivas, epimastigota e amasfigota. Para entrar nas células os parasitas precisam atravessar a barreira endotelial do sistema circulatório do hospedeiro vertebrado e, para atingir a célula hospedeira, os tripomasfigotas devem interagir com pelo menos duas estruturas, a membrana basal e a membrana plasmática, além de outros elementos da matriz extracelular. Por parte da célula hospedeira, sugeriram-se várias espécies químicas para intermediar esse processo, como fibronectina, ácido siálica, colágeno, heparan sulfato, integrinas e laminina. Nosso laboratório, pela primeira vez na literatura, demonstrou que um pequeno grupo de moléculas da família das glicoproteínas Tc-85 liga-se a um componente majoritário da membrana basal, a laminina. Por parte do parasita, várias proteínas ou glicoproteínas de superfície também foram relacionadas com os processos de adesão e penetração, especialmente aquelas de massa molecular entre 85-90 kDa, incluindo uma proteína de 85 kDa, que se liga a fibronectina e colágeno, possivelmente relacionada com a Te-85, ou uma proteína de 65 kDa que se liga a heparan sulfato. Recentemente nosso laboratório clonou e expressou a proteína de fusão de um componente da família da Tc-85 que se liga a laminina (TcSS-1 1), assim como polipeptídeos que correspondem a diferentes regiões da molécula. Estudos preliminares sugeriram que, além da laminina, há outros sítios de adesão à célula hospedeira na molécula, indicando que se trata de uma molécula com vários sítios responsáveis pela adesão, fenômeno comum entre moléculas com esse tipo de função. A determinação da região de ligação na molécula do parasita e a identificação do respectivo receptor na célula hospedeira é fundamental para a compreensão do mecanismo de adesão do parasita. Pelos dados disponíveis na literatura, a hipótese mais provável é que outros membros desse grupo de moléculas ou outras moléculas não relacionadas também sejam responsáveis pelo mesmo fenômeno, tomando necessário, para compreendê-lo, o isolamento de outros membros e sua caracterização. Com esse objetivo, decidimos abordar o problema utilizando diferentes estratégias: Mapear na Tc85-11 os aminoácidos envolvidos na ligação com taminina e com outras moléculas a ser identificadas... (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |