| Processo: | 11/22872-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Alessandra Carvalho Goulart |
| Beneficiário: | Alessandra Carvalho Goulart |
| Instituição Sede: | Hospital Universitário (HU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Alessandra Fernandes Baccaro ; Andre Russowsky Brunoni ; Leandro da Costa Lane Valiengo |
| Assunto(s): | Acidente vascular cerebral Epidemiologia Depressão Córtex cerebral |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Major Depressive Disorder | Post Stroke Depression | stroke | Transcranial Stimulation | Clinica Médica |
Resumo
O acidente vascular cerebral (AVC) é um dos principais problemas de saúde pública na América Latina. Várias complicações neuropsiquiátricas, que englobam um amplo espectro de distúrbios emocionais e cognitivos, podem se manifestar após o AVC. Dentre estas, a depressão é uma das complicações mais comuns, afetando em torno de 5-72% dos pacientes. A depressão pós AVC associa-se a diversos déficits cognitivos e pode estar associada a um aumento da mortalidade de até 50%. O tratamento da depressão pós AVC é importante não apenas para melhora dos sintomas depressivos como também para déficits cognitivos, conseqüentemente melhorando as atividades básicas de vida diárias e a sobrevida desses pacientes. Há diferentes tratamentos para depressão pós AVC com ainda resultados inconclusivos até o momento. Apesar de alguns antidepressivos serem eficazes, a tolerabilidade e a aderência terapêutica são problemas importantes que acabam comprometendo a eficácia do tratamento. Neste contexto, a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) surge como opção de tratamento. A ETCC é uma técnica não-invasiva, inovadora que consiste na aplicação de uma corrente elétrica contínua de baixa intensidade no córtex cerebral via eletrodos implantados no couro cabeludo. A ETCC pode ser direcionada a áreas cerebrais relacionadas ao transtorno depressiva maior (TDM), como o córtex dorso-lateral pré-frontal esquerdo. Isto levaria, ao longo de semanas, a um aumento de neuroplasticidade ocasionando uma melhora ou reversão do quadro de TDM, como tem sido demonstrado em alguns estudos. O presente estudo propõe portanto investigar o efeito da ETCC no tratamento do transtorno depressivo maior pós AVC. O desenho proposto é um ensaio clínico, randomizado, duplo-cego, placebo-controle em uma sub-amostra dos participantes da coorte prospectiva de AVC: o Estudo EMMA (Estudo da Mortalidade e Morbidade do AVC). No presente estudo serão analisados 48 pacientes com depressão pós AVC, os quais serão randomizados para um dos grupos: grupo "sham" (ou seja, estimulação "simulada", análogo ao placebo) ou grupo ETCC ativo por dez dias consecutivos. Os participantes retornarão após duas semanas para avaliação da melhora da depressão, cognição e funcionalidade. O desfecho primário será medido pela mudança nos escores de depressão. Como desfechos secundários, verificaremos taxa de melhora cognitiva e funcional através de testes neuropsicológicos e de marcadores biológicos associados à depressão, como o cortisol e o Fator Neurotrófico Derivado Do Cérebro (BDNF), interleucinas 6 e 18. Esperamos que os resultados originados desse estudo contribuam de forma significativa para o tratamento da depressão pás AVC, além de fomentar futuros estudos no campo da neuromodulação e neuropsiquiatria. (AU)
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