| Processo: | 14/10910-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 01 de maio de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Niels Olsen Saraiva Câmara |
| Beneficiário: | Cristiane Naffah de Souza |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 12/02270-2 - Novos mecanismos celulares, moleculares e imunológicos das lesões renais agudas e crônicas: busca por novas estratégias terapêuticas, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 16/10849-1 - Neutrófilos na sepse: Identificando os mecanismos moleculares das NETosis para tratar a sepse, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Sepse Serina-treonina quinases TOR Obesidade Neutrófilos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | mtor | neutrófilos | obesidade | sepse | Imunologia Celular |
Resumo Os neutrófilos são importantes células da imunidade inata e a primeira linha de resposta no sítio da infecção. Por meio de inúmeros mecanismos efetores, como fagocitose, liberação de ROS, NO e formação de NETs, estas células são capazes de destruir diversos tipos de microrganismos. Na sepse, os neutrófilos são as principais células envolvidas na resposta inflamatória e determinante da sobrevida do paciente. Mais recentemente, novos fatores adversos foram descritos como impactantes na sobrevida de pacientes com sepse, dentre eles, a obesidade. Na obesidade, a resposta imune inata tem recebido destaque, pois a secreção de citocinas pró-inflamatórias e um abundante infiltrado de macrófagos nos tecido adiposo e fígado permitem que a obesidade seja associada a um estado de inflamação crônica de baixo grau, fazendo com que a resistência vascular de indivíduos obesos, frente a uma resposta imune aguda como a sepse, seja prejudicada. Sabendo-se que a via do mTOR não está relacionada apenas com vias metabólicas, sendo verificada sua ativação também a partir da sinalização via TLRs, dados prévios do nosso laboratório verificaram a importância da via do mTOR em células da imunidade inata. A polarização dos macrófagos para os subtipos M1 e M2 está relacionada com ativação de mTORC1 e 2, assim como a inibição de mTORC1 diminuiu a ativação de DCs após estímulo com LPS, mostrando a importância da via do mTOR nestas células. Embora os estudos relacionando os complexos mTOR e células da imunidade inata estejam avançando, há muito para ser descrito, principalmente em relação aos neutrófilos. Tendo isto em vista, e também a importância destas células para a defesa do organismo, nós formulamos a hipótese de que os complexos mTORC1/2 podem modular funções efetoras dos neutrófilos, e que fatores externos como a obesidade poderia sinalizar via mTOR nos neutrófilos, gerando um crosstalk impactante para o curso da doença. Assim, o objetivo deste trabalho é avaliar a influência destes complexos na resposta imune dos neutrófilos frente a um patógeno numa infecção sistêmica. Além disso, sendo a via do mTOR associada ao metabolismo, é importante entender como grandes alterações metabólicas, como a obesidade, podem modular a ativação desta via e as consequências disto na resposta inflamatória dos neutrófilos, em especial. Para tanto, usaremos um modelo clássico de inflamação sistêmica, a sepse experimental, em animais magros e obesos, mimetizando ambientes metabolicamente distintos. Especificamente para estudar a participação de mTOR em neutrófilos, nós usaremos a ferramenta de cre-lox, em que as moléculas (Raptor ou Rictorflox/flox) da via mTOR serão deletadas especificamente na linhagem granulócitica (MRP8cre+). Plataformas de biologia celular e molecular acopladas a estudos bioquímicos serão usadas para estudar a ativação celular, as vias de sinalização e sua interface com o sistema imune inato e as alterações metabólicas. Com isto, nós esperamos verificar diferenças nos neutrófilos quanto aos parâmetros fenotípicos e funcionais, envolvendo a via do mTOR, e no curso da doença. | |
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