| Processo: | 14/16938-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2017 |
| Área do conhecimento: | Engenharias - Engenharia Biomédica - Engenharia Médica |
| Pesquisador responsável: | Liliane Ventura Schiabel |
| Beneficiário: | Liliane Ventura Schiabel |
| Instituição Sede: | Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Carlos |
| Assunto(s): | Óculos de sol Radiação solar Raios ultravioleta Normas técnicas Qualidade do produto |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | norma NBR15111 | óculos de sol | radiação UVA e UVB | teste de stress ultravioleta | Instrumentação em Oftalmologia/óculos de Sol |
Resumo
Este projeto tem como objetivo principal realizar estudos em óculos de sol para contribuir com a nacionalização da norma brasileira NBR15111, sugerindo parâmetros mais adequados à realidade nacional. A primeira norma brasileira para proteção ultravioleta em óculos de sol, NBR15111, foi redigida e publicada em 2003. De 2010 a 2013, em contribuição à revisão e redação desta norma, a Escola de Engenharia de São Carlos (USP) participou, através da Profa. Dra. Liliane Ventura, do comitê CB49 e do comitê principal para alterações desta norma. Esta norma brasileira era até então uma cópia fiel (espelho) da norma Européia, BSEN1836, e a principal alteração, até o momento, foi referente à extensão do intervalo de análise da proteção ultravioleta em óculos de sol que, passou de 280 - 380nm para 280-400nm e o teste de resistência à irradiação passou de 25h para 50h. Isto foi baseado em resultados de estudo realizado no processo 2011/06079-2 da FAPESP e também da interação com profissionais que participam dos comitês de normas americanos, tais como Herbert Hoover pessoalmente e David Sliney (à distância), membros do comitê americano de normas para óculos de sol. Em estudos realizados no processo anterior da FAPESP - 2011/06079-2- onde um quiosque de auto atendimento ficou disponível ao público, das 879 medidas realizadas, 20% dos óculos estão com a proteção ultravioleta não conformes. Este número é bastante alto, conforme declarou o presidente do Sindióptica - Sr. Luis Alberto Perez. Este estudo resultou em artigo HIGHLY ACCESSED (http://www.biomedical-engineering-online.com/content/13/April/2014) e teve repercussão internacional, onde a rede de notícias BBC News fez uma reportagem, que foi ao ar por 3 vezes em Junho de 2014, e cujo link para a reportagem encontra-se em: http://www.bbc.com/news/health-28040792 ou www.sel.eesc.usp.br/lio/BBCNEWS. Também realizou uma segunda reportagem, que encontra-se no link: http://www.bbc.com/news/health-28452943. Pelos estudos realizados, há indicação que a proteção ultravioleta se degrada com o uso e exposição dos óculos solares à radiação ultravioleta natural. Assim, neste projeto será construído um protótipo para irradiação de lentes de óculos de sol, onde uma das lentes dos óculos será submetida ao simulador solar; a outra no protótipo. Este protótipo consiste de um painel com tampa, que deve abrigar 100 lentes, dispostas na posição de uso, vertical, onde serão irradiadas pelo sol desde o nascer até se pôr. A tampa será aberta automaticamente e deverá girar no sentido do sol, de forma que as lentes sejam sempre irradiadas pela frente e ortogonalmente. Sensores de umidade e de poeira (para dias chuvosos e/ou com queimadas de cana) serão instalados para fechar a tampa e proteger os óculos de intempéries indesejáveis, bem como uma câmera para visualização do painel durante todo o tempo. Um sensor para determinar o índice ultravioleta que as lentes estão sendo irradiadas será acoplado ao sistema e os dados registrados, bem como enviados a um painel que ficará em exposição ao público. O horário de exposição e o índice UV (a cada 10 s) serão automaticamente registrados, e a abertura ou fechamento automáticos da tampa também poderão ser interferidos por um site de controle, a partir de um PC. As lentes, antes de serem colocadas serão submetidas à espectroscopia, no intervalo de 280nm - 2000nm, nas 5 diferentes posições impostas pela norma e nas 3 diferentes temperaturas: 230C; 50C; 350C; bem como medidas de polarização das lentes; teste de flamabilidade e teste de resistência ao impacto. Apenas as conformes serão alvo do estudo. Todos estes testes serão novamente realizados após cada 30 dias de exposição solar. Ainda, o sistema para teste de flamabilidade será desenvolvido. Os estudos teóricos para cálculos das irradiações ulravioletas, com dados de irradiâncias já conhecidos e com inserção das condições de cada uma das localidades brasileiras mais populosas, serão também realizados neste trabalho. (AU)
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