| Processo: | 16/13805-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos |
| Pesquisador responsável: | Fabio Trindade Maranhão Costa |
| Beneficiário: | Fabio Trindade Maranhão Costa |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Pesquisadores associados: | Julio Cesar Soares Aliberti |
| Assunto(s): | Endotélio Etiologia Malária |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | endotélio | lipoxina | malária | patogênese | Plasmodium berghei ANKA | Malaria |
Resumo
Malária, causada pelo parasita protozoário Plasmodium, ainda é um grave problema de saúde pública no mundo fazendo mais de meio milhão de vítimas fatais a cada ano. Um dos aspectos relacionados a esse fato é a escassa compreensão das interações parasita-hospedeiro. Neste contexto, a malária cerebral (MC) é uma síndrome neurovascular frequentemente letal, causada majoritariamente pela infecção por Plasmodium falciparum. Mesmo com tratamento antimalárico eficiente, 10-20% dos pacientes sucumbem a infecção, assim, terapias adjuvantes que atuem em importantes alvos envolvidos na patogênese da doença são urgentemente necessários. Embora a patogênese da MC seja complexa e não totalmente entendida, observações em modelos animais (malária cerebral experimental - MCE) e em humanos infectados pelo P. falciparum suportam a hipótese de que é multifatorial, envolvendo acúmulo de eritrócitos infectados e leucócitos na microvasculatura cerebral, e produção exacerbada de citocinas pró-inflamatórias como IFN-³, TNF-±, linfotoxina-± e IL-12. No entanto, o uso de knockouts para várias citocinas pró-inflamatórias não demonstraram efeito protetor, sugerindo uma redundância entre esses mediadores. Resultados preliminares indicam que a lipoxina, mediador anti-inflamatório derivado do metabolismo do ácido araquidônico pela 5-lipoxigenase, é capaz de proteger camundongos contra a MCE. Além disso, lipoxina prolonga a sobrevida e reduz a resposta pró-inflamatória em camundongos selvagens (WT) infectados com Plasmodium. Assim, diante da busca de terapias eficazes para o tratamento da MC e da necessidade de um melhor entendimento da patogênese da doença, este projeto visa entender os mecanismos envolvidos na proteção do desenvolvimento da MC pela lipoxina, além de determinar seu uso potencial como terapia adjuvante, em associação com os antimaláricos, no tratamento da malária grave. (AU)
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