Resumo
A evolução da socialidade em insetos é um exemplo da reconhecida "transição maior em evolução" cuja mudança do comportamento reprodutivo em insetos solitários para grupos sociais é caracterizada pela presença de uma divisão de trabalho avançada. Esse modelo básico, conhecido como hipótese do plano básico ovariano, modificada para hipótese do plano básico reprodutivo e várias outras teorias derivadas, as quais argumentam que a interação hormonal e genética que controla o ciclo reprodutivo de ancestrais pré-sociais não só suportam as bases dos fenótipos reprodutivos e não-reprodutivos, mas também baseiam a divisão de trabalho dentro dos subgrupos de operárias (forrageiras x cuidadoras). Em resultados prévios sobre a evolução da eussocialidade, descrevemos que sinais conservados ajudam a regular a divisão do trabalho em diversas linhagens de insetos sociais. Além disso, nós descobrimos que a fertilidade e a produção de sinais em vespas eussociais Vespine parece estar sob controle compartilhado pelo hormônio juvenil (HJ). O objetivo geral desta proposta pretende determinar como os ciclos hormonais e reprodutivos em ancestrais pré-sociais foram cooptados e modificados durante a evolução da eusocialidade incipiente e avançada em vespas. Mais especificamente, nós iremos comparar táxons de vespas representantes da fauna brasileira e europeia com seus respectivos ancestrais pre-sociais para testar experimentalmente e filogeneticamente se e como ciclos endócrinos de HJ em ancestrais foram utilizados como base para regular a reprodução, sinalização reprodutiva e a divisão de trabalho durante a evolução progressiva da socialidade. (AU)
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