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Purificação e caracterização bioquímica das TsMS 3 e TsMS 4: metalopeptidases degradadoras de neuropeptídeos do veneno do Tityus serrulatus

Processo: 19/06949-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de maio de 2019 - 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Fernanda Calheta Vieira Portaro
Beneficiário:Fernanda Calheta Vieira Portaro
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado à bolsa:15/13124-5 - Purificação e caracterização de peptídeos presentes nos venenos de serpentes africanas: à procura de inibidores de peptidases de importância médica, BP.DR

Resumo

Embora estudos ômicos tenham indicado a presença de proteases no veneno de Tityus serrulatus (TsV), pouco se sabe sobre a função dessas moléculas. O TsV contém metaloproteases que clivam uma série de neuropeptídeos humanos, incluindo a dinorfina A (1-13) e os membros da família do neuropeptídeo Y. Com o objetivo de isolar as proteases responsáveis por essa atividade, as metalloserrulase 3 e 4 (TsMS 3 e TsMS 4) foram purificadas após duas etapas cromatográficas e identificadas por espectrometria de massas. Os parâmetros bioquímicos (pH, temperatura e efeitos de cátions) foram determinados para ambas as proteases, e os parâmetros catalíticos (Km, kcat, sítios de clivagem) da TsMS 4 sobre substrato fluorescente foram obtidos. As metalloserrulases têm alta preferência pela clivagem de neuropeptídeos, mas apresentam diferentes especificidades primárias. Por exemplo, a Leu-encefalina liberada da hidrólise da dinorfina A (1-13) foi realizada exclusivamente pela TsMS 3. Ensaios de neutralização usando antivenenos do Instituto Butantan mostram que ambas as metalloserrulases foram bem bloqueadas. Embora as TsMS 3 e TsMS 4 tenham sido previamente descritas através de estudos de biblioteca de cDNA usando a glândula de veneno, esta é a primeira vez que ambas as toxinas foram purificadas. Assim, este estudo representa um passo à frente no entendimento do mecanismo das metaloproteases do veneno do escorpião, que podem atuar como possíveis neuropeptidases no processo de envenenamento. (AU)