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Diversidade genética de Toxoplasma gondii na Região Sul do Brasil e estudo da estrutura populacional do agente no país

Processo: 18/26071-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2019 - 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Hilda Fátima de Jesus Pena
Beneficiário:Hilda Fátima de Jesus Pena
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Arlei Marcili ; Daniel Ajzenberg ; Herbert Sousa Soares ; Ricardo Augusto Dias ; Solange de Oliveira ; Solange Maria Gennari
Assunto(s):Repetições de microssatélites  Epidemiologia  Diversidade  Estrutura  Protozoologia  Técnicas de genotipagem  Toxoplasma gondii 

Resumo

A toxoplasmose é uma zoonose de distribuição mundial. O Brasil apresenta um dos mais altos índices de soroprevalência de Toxoplasma gondii em humanos do mundo. As galinhas de vida livre, por seu hábito alimentar, têm sido utilizadas para estudos de caracterização genotípica de isolados de T. gondii a fim de entender a estrutura populacional do parasita e suas características biológicas em diferentes regiões do mundo. Os isolados de T. gondii da América do Sul são altamente diversos e esta diversidade pode estar relacionada com a ocorrência de toxoplasmose ocular e congênita severas. No Brasil, algumas linhagens têm ampla distribuição e são consideradas clonais e designadas tipos BrI, BrII e BrIII, com ocorrência baixa das clonais clássicas I, II e III e predomínio de amostras "atípicas", mas não existem estudos recentes sobre a estrutura do parasita no Brasil, considerando-se um painel representativo de amostras de todas as regiões brasileiras. Os arquétipos I, II e III foram descritos apenas na Região Sul. O projeto terá como objetivos determinar a frequência de ocorrência de anticorpos anti-T. gondii em galinhas caipiras criadas nas áreas rurais dos municípios de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Região Sul do país, isolar T. gondii na região, genotipar os isolados obtidos (por meio de PCR-RFLP, análise de microssatélites (MS) e sequenciamento de introns) e, por fim, a revisão da estrutura populacional do agente no país a partir de MS. Espera-se compreender a estrutura populacional de T. gondii na Região Sul do Brasil, particularmente quanto ao impacto da circulação dos três tipos clonais clássicos I, II e III. Espera-se também compreender a estrutura atual do agente, considerando-se as cinco regiões do território nacional, comparando os resultados encontrados na Região Sul com dados disponíveis de genotipagem de amostras de outras regiões do Brasil, por MS, quanto à diversidade de isolados e grupos, existência de subpopulações geográficas e ocorrência de fluxo gênico entre duas populações. (AU)