| Processo: | 19/06187-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Carlos Henrique Miranda |
| Beneficiário: | Carlos Henrique Miranda |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Medicina de emergência Choque circulatório Microcirculação Estruturas da membrana celular Glicocálix |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Choque Circulatório | Disfunção de múltiplos órgãos | glicocálix endotelial | microcirculação | Medicina de Emergência |
Resumo
O glicocálix endotelial é uma camada constituída por emaranhado de glicosaminoglicanas aderidas a proteínas de membrana revestindo a superfície endotelial do vaso. Algumas funções fisiológicas vêm sendo apontadas para esta estrutura tais como: controle da permeabilidade vascular, participação na adesão de células inflamatórias e plaquetárias, etc. O choque circulatório é manifestação grave de diferentes patologias com alta mortalidade. Comprometimento da microcirculação parece ter um papel central no estabelecimento e manutenção do choque contribuindo para a má perfusão tecidual. A manutenção de uma perfusão tecidual inadequada leva a disfunção de múltiplos órgãos. Comprometimento do glicocálix endotelial pode ter importante participação no estabelecimento da disfunção microcirculatória observada no choque, como, por exemplo, contribuindo para a ativação da coagulação e trombose da microcirculação, diminuindo a superfície de troca gasosa com o tecido, além de acarretar edema perivascular que dificulta a difusão do oxigênio para o tecido. Objetivo: Avaliar a participação do glicocálix endotelial na disfunção microcirculatória associada ao choque circulatório. Metodologia: Serão incluídos 60 pacientes com choque circulatório (20 com choque séptico, 20 com choque hemorrágico, 20 com choque cardiogênico/obstrutivo). A lesão do glicocálix endotelial será avaliada através da dosagem sérica de sindecano-1, aggrecan e ácido hialurônico através de kits comerciais de ELISA e da dosagem urinária sequencial de glicosaminoglicana através do ensaio DMMB. A avaliação da microcirculação será realizada através da capilaroscopia sublingual Glycocheck® (densidade de capilares, comprimento, diâmetro, velocidade do fluxo sanguíneo, estimativa da espessura do glicocálix endotelial). Também será avaliada a ocorrência dos seguintes desfechos clínicos: desenvolvimento de lesão renal aguda (através da dosagem de cistatina-C); necessidade de terapia substitutiva renal (hemodiálise); disfunção de múltiplos órgãos (escore SOFA); coagulação intravascular disseminada (escore DIC) e mortalidade geral que serão correlacionados com os marcadores de lesão do glicocálix endotelial. Significância: Este estudo poderá abrir novas perspectivas terapêuticas para o tratamento do choque circulatório através da preservação/restauração do glicocálix endotelial. O background adquirido permitirá a realização de estudos experimentais e clínicos utilizando-se de diferentes estratégias para restauração do glicocálix endotelial, inclusive, com a utilização de diferentes biopolímeros encontrados na fauna e flora brasileiros. (AU)
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