Resumo
As Leishmanioses são importantes zoonoses causadas por protozoários do gênero Leishmania, capazes de infectar o ser humano e outras espécies de mamíferos silvestres e domésticos. O principal vetor da Leishmaniose Visceral (LV) no Brasil é Lutzomyia longipalpis (Lu. longipalpis). Casos de Leishmaniose Felina (LF) com presença ou ausência de sinais clínicos têm sido descritos em diversos continentes, com relatos da infecção pelas diferentes espécies de Leishmania. Desde a primeira evidência da transmissibilidade de Leishmania infantum, agente causador da LV no Brasil, a partir de um felino doméstico para flebotomíneos por xenodiagnóstico, o gato passou a ser considerado um potencial hospedeiro reservatório da doença em regiões endêmicas. A falta de diagnóstico precoce da LF nessas áreas pode implicar que o animal continue a representar risco potencial de transmissão de leishmanias aos vetores. Pelos aspectos apresentados e pela relevância da LF, que vem sendo cada vez mais relatada em regiões endêmicas, pretende-se avaliar, por meio do exame de xenodiagnóstico, gatos domésticos naturalmente infectados por Leishmania infantum com e sem sinais clínicos da doença, provenientes de região endêmica para LV, o papel destes animais no ciclo de transmissão da LV em áreas urbanas. Espera-se que a partir dos resultados seja possível avaliar se a presença ou ausência de sinais clínicos nos animais interfere na infectividade aos flebotomíneos e, portanto, auxiliar na elucidação do papel reservatório do gato doméstico no ciclo da Leishmaniose Visceral. (AU)
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