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Efeitos neuroprotetores do lítio em indivíduos com risco de acometimento pela Doença de Alzheimer

Processo: 19/08507-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2019 - 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Convênio/Acordo: Consórcio de Alberta, Laval, Dalhousie e Ottawa (CALDO)
Proposta de Mobilidade: SPRINT - Projetos de pesquisa - Mobilidade
Pesquisador responsável:Orestes Vicente Forlenza
Beneficiário:Orestes Vicente Forlenza
Pesq. responsável no exterior: Tomas Hajek
Instituição no exterior: Dalhousie University, Canadá
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50873-3 - INCT 2014: Instituto Nacional de Biomarcadores em Neuropsiquiatria (INBioN), AP.TEM
Assunto(s):Transtorno bipolar  Neuroproteção  Demência  Lítio  Doença de Alzheimer  Psiquiatria geriátrica  Doenças neurodegenerativas 

Resumo

Entre os diversos tratamentos com potencial modificador da patogenia da doença de Alzheimer (DA), lítio destaca-se por sua ação em diversos sistemas biológicos, cujos benefícios são sustentados por evidências científicas consistentes, replicadas em diferentes modelos experimentais. Na ausência de outras drogas clinicamente aprovadas que tenham esse potencial neuroprotetor, visando à modificação do processo patogênico em transtornos neurodegenerativos, os sais de lítio destacam-se como abordagem promissora. Contudo, apesar do conjunto de dados gerados a partir de modelos pré-clínicos, estudos observacionais de imagem cerebral, estudos farmacoepidemiológicos e ensaios clínicos, a disseminação e a aceitação desses achados fora do campo dos transtornos do humor tem sido lenta, e os investimentos em pesquisa nesses campos têm sido limitados. Por exemplo, nenhum estudo até o momento investigou os efeitos do lítio na estrutura e na química cerebral em indivíduos com risco de acometimento pela doença de Alzheimer (DA) - o que representa um passo necessário na pesquisa nesta área do conhecimento. A não ser que pesquisadores altamente motivados continuem a investigar o uso do lítio em doenças neurodegenerativas, existe um risco real de que esta linha de pesquisa se interrompa. Portanto, buscamos financiamento para prosseguir, de forma colaborativa, nas pesquisas nesta importante temática. Especificamente, o presente projeto visa a combinar expertises em técnicas de neuroimagem e psicofarmacologia clínica para reavaliar dados coletados a partir de um ensaio clínico randomizado, avaliando os efeitos cerebrais do lítio em indivíduos idosos com comprometimento cognitivo leve amnéstico (CCL-A). Pretendemos, assim, de maneira original: (1) obter e analisar dados de imagem cerebral por ressonância magnética de pacientes expostos ao tratamento crônico com lítio, em comparação com grupo placebo (estudo controlado de longa duração utilizando lítio em doses sub-terapêuticas, realizado pelo grupo proponente brasileiro); (2) desenhar um estudo multicêntrico, randomizado, controlado por placebo, para avaliar os efeitos neuroprotetores do lítio em oacientes com risco de DA e pacientes com transtorno afetivo bipolar (TAB), adotando-se medidas neuroquímicas e neuroestruturais como variáveis de desfecho. Com base nos históricos de pesquisa nessas áreas dos proponentes, bem como na infraestrutura disponível nos dois centros, acreditamos estar em posição privilegiada para realizar os estudos que darão subsídio ao avanço do conhecimento sobre o potencial do lítio como agente neuroprotetor e modificador de processos patogênicos relacionados à demência na DA e no TAB. Se esta hipótese for comprovada, o uso de sais de lítio poderá desempenhar um importante papel na prevenção da demência. (AU)