| Processo: | 20/12110-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2023 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria |
| Acordo de Cooperação: | CNPq - PPSUS |
| Pesquisador responsável: | José Alexandre de Souza Crippa |
| Beneficiário: | José Alexandre de Souza Crippa |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Alline Cristina de Campos ; Antonio Waldo Zuardi ; Flávia de Lima Osório ; Francisco Silveira Guimaraes ; Jaime Eduardo Cecilio Hallak |
| Assunto(s): | Neurociências Neuropsiquiatria Transtornos neuropsicológicos Canabidiol COVID-19 Sinais e sintomas Ensaio clínico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Canabidiol | Covid-19 | transtornos neuropsiquiátricos | Neurociências |
Resumo
Atualmente (meados de setembro de 2020), a pandemia do novo coronavírus (Covid19), que pode levar a uma síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2), já atingiu 28 milhões de casos confirmados, com mais de 900 mil mortes no mundo todo (WHO, 2020). Até o momento não existe um tratamento de eficácia comprovada para tratamento aos portadores de COVID-19, além das medidas de suporte. Muitas drogas e procedimentos terapêuticos estão sendo avaliados em todo o mundo, incluindo agentes anti-infecciosos, antivirais (e.g. remdesivir, cloroquina), imuno-moduladores (interferon a, interferon b, corticosteroides), células tronco, anticorpos monoclonais extraídos do soro de pacientes curados da virose, anticoagulantes, entre outros. Infelizmente, várias destas medicações além de não terem demonstrado eficácia ampla, apresentam efeitos colaterais gravíssimos e até letais. Assim, dada a gravidade e extensão da pandemia, é importante que novas alternativas terapêuticas sejam buscadas, mas com clara eficácia e perfil de segurança. Uma alternativa a ser considerada é o uso do Canabidiol (CBD), componente da Cannabis sativa, destituído de qualquer um dos efeitos típicos da planta, que são atribuídos ao THC. O CBD possui atividade anti-inflamatória; uma vez que estudos pré-clínicos demonstraram que o CBD diminui a secreção de várias citocinas, entre elas as citocinas inflamatórias IL-6 e TNF-a e aumenta a citocina anti-inflamatória IL-10. Esse efeito do CBD sobre as citocinas poderia evitar a "tempestade de citocina", que está associada ao agravamento do quadro clínico induzido pelo SARS-CoV-2. Além disso, uma evidência pré-clínica direta do efeito do CBD sobre o SARS-CoV-2, foi obtida, recentemente, por nosso grupo de pesquisa, no qual resultados de um ensaio preliminar sugere efeito antiviral em células neurais humanas infectadas in vitro com o SARS-CoV-2. Do mesmo modo, o CBD demonstrou efeitos contra outros vírus, antioxidantes, neuro, cardio e pneumoprotetores, ansiolítico, antidepressivo e preventivo de AVC - o que poderia posicionar este composto de modo ideal no tratamento do SARS-CoV-2 e na prevenção de suas potenciais complicações. Diante de todas essas evidências e considerando que o CBD já foi testado em humanos em inúmeros ensaios clínicos, mostrando um perfil de efeitos adversos bastante seguro, e recentemente foi disponibilizado na rede farmacêutica como medicamento em nosso País. Assim, o objetivo desse trabalho é conduzir um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, para avaliar a eficácia e segurança do CBD em 100 pacientes infectados com formas leve e moderada do SARS-CoV-2. Do mesmo modo, pretendemos verificar se o CBD é capaz de: I) diminuir a carga viral; II) modificar parâmetros inflamatórios, tais como citocinas, mensurados a partir do soro; III) reduzir os sintomas clínicos e emocionais por meio de avaliação clínica diária; IV) melhorar a qualidade de vida e sono; V) reduzir a hospitalização e a piora da gravidade da doença; VI) Monitorar os eventuais efeitos adversos do uso do CBD nestes pacientes; vi) Avaliar se o uso diário de CBD 300 mg em pacientes com SARS-CoV-2, previne depressão, burnout e o Transtorno de Estresse Agudo e o TEPT; VII) Testar a hipótese de que o CBD em pacientes com SARS-CoV-2 previne alterações centrais na conectividade estrutural e funcional, detectável por conectividade estrutural (DTI diffusion tensor imaging) e conectividade funcional (rsfMRI - resting state functional magnetic resonance imaging). (AU)
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