Resumo
A pandemia causada pela COVID-19 acarretou enorme desafio aos serviços de saúde para o tratamento e manejo da fase aguda da doença. Após meses de pandemia ficou claro que havia outro imenso desafio, o acompanhamento e manejo das frequentes sequelas e sintomas persistentes do COVID-19, cuja total magnitude ainda está longe de ser entendida. As manifestações pós COVID-19 são divididas naquelas que aparecem em até 12 semanas depois da doença (síndrome pós COVID-19 aguda -SPCA ou sequelas pós-agudas da infecção pelo SARS-CoV-2) ou após este período (síndrome pós-COVID-19 crônica ou "long term COVID"). Não se sabe ainda se são as mesmas doenças ou doenças distintas com diferentes fenótipos de risco. São multifuncionais afetando pulmões, rins, órgãos endócrinos, sistema nervoso central, músculos, intestinos, entre outros órgãos e sistemas. Durante a fase mais crítica da pandemia o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) foi polo assistencial dedicado à internação de pacientes com quadros moderados a graves de COVID-19 em São Paulo, internando mais de 8000 pacientes.O presente estudo analisará coorte de 749 pacientes que sobreviveram à internação por COVID 19 no HCFMUSP ano de 2020. A maioria dos pacientes apresentou COVID-19 grave com internação em unidade de terapia intensiva. Estes 749pacientes serão avaliados anualmente por equipe multidisciplinar durante quatro anos (a primeira onda de avaliação realizada 6-11 meses após alta já foi completada). A avaliação é composta por exame físico e neurológico, avaliação de saúde mental e de desabilidade, de qualidade de vida e estado físico funcional, testes de função pulmonar, renal, cardiológica, endocrinológica, reprodutiva, hematológica, exames de imagem torácica, testes neurológicos e olfatórios. Além das características médicas individuais, esta população terá seu entorno ambiental (áreas verdes, poluição, características habitacionais) e socioeconômico mapeado. Os objetivos deste projeto são avaliar as repercussões físicas, psicológicas e cognitivas de médio/longo prazo em pacientes com COVID-19 moderado e grave através de abordagem ambulatorial multidisciplinar, identificar as incidências e fatores de risco de acometimentos tardios e elaborar protocolos de intervenções terapêuticas para tratar estas manifestações tardias, analisando o potencial de reversibilidade/atenuação das consequências detectadas nos pacientes. (AU)
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