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Cronobiologia e TEA: Investigação do ritmo de melatonina, sono, mediadores inflamatórios e processamento sensorial

Processo:25/03212-6
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de outubro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de setembro de 2028
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Acordo de Cooperação: Instituto Jô Clemente
Pesquisador responsável:Luciana Pinato
Beneficiário:Luciana Pinato
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Marília
Pesquisadores associados: Aila Narene Dahwache Criado Rocha ; Celia Maria Giacheti ; Erika Cecon ; Sanseray da Silveira Cruz Machado ; Vanderlei Amadeu da Rocha
Assunto(s):Comportamento  Inflamação  Melatonina  Neurodesenvolvimento  Sono  Transtorno do espectro autista  Neuropediatria 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:comportamento | Inflamação | melatonina | neurodesenvolvimento | Sono | Transtorno do Espectro Autista | Neuropediatria

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimental complexa, caracterizada por alterações na interação social, comunicação e comportamento, bem como por comprometimentos no processamento sensorial (DSM-5-TR). Dentre os sintomas do TEA, destaca-se a alta prevalência de distúrbios de sono com consequências negativas nas alterações comportamentais, instabilidade de humor, alterações no processamento sensorial e nas funções neurocognitivas. A melatonina, um neuro-hormônio produzido a noite pela glândula pineal, desempenha papel essencial na regulação dos ritmos biológicos, especialmente no ciclo sono-vigília, por meio da ativação dos receptores acoplados à proteína G, MTNR1A (MT1) e MTNR1B (MT2). Sua síntese depende da ação sequencial das enzimas aralquilamina N-acetiltransferase (AANAT) e acetilserotonina-O-metiltransferase (ASMT), cujas mutações podem comprometer a produção desse hormônio. Diversos estudos relataram concentrações anormais de melatonina em indivíduos com TEA, sendo observadas alterações em mais de 60% dos casos (Melke et al., 2008, PMID 17505466; Tordjman et al. 2012, PMID 22613035). Em alguns indivíduos, foram identificados polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) no gene ASMT, associados à inibição completa da biossíntese de melatonina. Estudo prévio de nosso grupo, mostrou que 40% dos indivíduos com TEA não apresentam o ritmo diário do metabólito urinário 6-sulfatoximelatonina (aMT6s) enquanto 60% apresentaram ritmo, porém com redução significativa da excreção noturna e aumento da excreção diurna (da Silveira Cruz-Machado et al., 2021, PMID 33421193). No mesmo estudo, constatou-se que níveis elevados do fator de necrose tumoral (TNF), mas não de interleucina 6 (IL-6), correlacionaram-se com a excreção alterada de aMT6s, sugerindo que o estado inflamatório pode contribuir para a disfunção cronobiológica no TEA, dentre as quais, as dificuldades no sono (da Silveira Cruz-Machado et al., 2021, PMID 33421193, revisto por Pinato et al., 2019, PMID 31682208). Assim, tanto disfunções genéticas na maquinaria circadiana quanto processos inflamatórios sistêmicos parecem contribuir para os distúrbios cronobiológicos associados ao TEA. Neste contexto, a identificação de biomarcadores associados a alterações cronobiológicas no TEA, utilizando métodos não invasivos baseados em amostras salivares e urinárias, além de escalas e actigrafia representa uma abordagem promissora para pesquisa e prática clínica, permitindo o monitoramento dessa população, que apresenta maior vulnerabilidade a procedimentos invasivos. Dessa forma, este estudo tem como objetivo investigar as assinaturas cronobiológicas em crianças com diferentes níveis de suporte no TEA, analisando o ritmo diário de melatonina - incluindo sua biossíntese e variantes genéticas em seus receptores -, além de marcadores inflamatórios, padrões de sono, atividade locomotora, processamento sensorial e qualidade de vida, bem como suas interações com fatores ambientais e características individuais associadas. (AU)

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