Busca avançada
Ano de início
Entree

Novos biomarcadores para doença de alzheimer: uma coorte de pacientes com queixa de memória

Processo:24/00356-4
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Temático
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2030
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Paulo Henrique Ferreira Bertolucci
Beneficiário:Paulo Henrique Ferreira Bertolucci
Instituição Sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:São Paulo
Pesquisadores principais:
Gisele Sampaio Silva ; Juliana Maria Ferraz Sallum
Pesquisadores associados:Adriana Fernandes Nunes Vilela ; Adriana Neves de Andrade ; Alan Cronemberger Andrade ; Alline Carvalho de Souza ; Altay Alves Lino de Souza ; Ana Paula de Oliveira Ferreira ; Andreas Batista Schelp ; Caio Vinícius Barroso de Lima ; Carla dos Reis Piffer Vilela ; Carolina Arruda Nascimento ; Claiton Henrique Dotto Bau ; Cleyde Sayuri Horie Domingues ; Corina Lopes Ribeiro ; Diego Luiz Rovaris ; ELISABETE BETARELLO ; Ellen Martins Bello Pignoli ; Eugenio Horacio Grevet ; Fernando Morgadinho Santos Coelho ; FLAVIO MOURA REZENDE FILHO ; Gabriel Trigo Pereira ; Gean Antonio de Paula ; Gustavo Melo de Andrade Lima ; Igor Melo de Almeida ; Isabella lacava maluf ; Ivy Liger Riso ; Jessica Monteiro Volejnik Pino ; Joao Brainer Clares de Andrade ; Juliana Terzi Maricato ; Karin Zazo Ortiz ; Kil Sun Lee ; Letícia Amorim de Lucena ; Lucas Pelegrini Nogueira de Carvalho ; Luciana Cristina Esteves Garcia ; Marcella Bianca Neves ; Márcia Regina Cominetti ; Marco Antonio Lino Junior ; Maria Cristina de Almeida Gaspar ; Mariana Braga Falcão ; Marimélia Aparecida Porcionatto ; Marina Tedeschi Dauar ; MARISA MACEDO KUENZER BOND ; Marta Mika Shimabukuro ; Natalia Faiolo Rossetto Filippini ; Natália Takeda de Lira ; Patricia Cibelle Pinto de Oliveira ; Patricia Regina Manzine Moralles ; Paulo Eduardo Lahoz fernandez ; Rairis Barbosa Nascimento ; Regina Célia Ribeiro Malta ; RENAN IEGOROFF ; Rhayane Vitória Lopes ; Sheilla de Medeiros Correia Marin ; Tania Regina Danieli Morello ; Thamaris Ribeiro ; Thiago Michel de Brito Farias ; Tiago Nicoliche Maria ; VALDIRENE FRANCISCA NEVES DOS SANTOS ; Vera Lúcia Duarte Vieira ; Vinícius Boaventura
Assunto(s):Doença de Alzheimer  Biomarcadores  Comprometimento cognitivo leve  Memória  Neurologia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Alzheimer | biomarcadores | Comprometimento cognitivo leve | demência de Alzheimer | Demências | memória | Neurologia

Resumo

As demências são condições neurodegenerativas que cursam com declínio cognitivo e funcional levando o indivíduo a incapacidade funcional completa em poucos anos. Possuem uma prevalência estimada em 50 milhões de pessoas no mundo e com uma expectativa que este número triplique até 2050. A Doença de Alzheimer(DA) é a demência mais comum, possui diagnóstico desafiador e ainda sem tratamento curativo ou modificador do curso da doença. Este projeto tem como objetivo principal identificar novos biomarcadores da DA. Um desses potenciais biomarcadores é a espessura das camadas da retina, que podem ser medidas pela Tomografia de Coerência Óptica(OCT) e o estudo da vasculatura intraocular, medida pela Angiotomo de Coerência Óptica(OCTa). Na DA, a espessura da retina, medida pela OCT, encontra-se alterada em fases precoces da doença, podendo ser utilizada como um marcador diagnóstico que sugere a presença da doença. A diminuição da densidade vascular da mácula e aumento da zona avascular foveal, mensurados pela OCTa, estão presentes em pacientes com DA e o declínio cognitivo se correlaciona com estas mudanças. A ADAM10, que também será investigada como um possível biomarcador periférico da DA, é uma alfa secretase que inibe a formação de placas senis e, portanto, é protetora contra a doença. Essa molécula encontra-se diminuída em plaquetas de indivíduos com DA. Resultados prévios do grupo da Dra Marcia Regina Cominetti, pesquisadora associada a este projeto, reforçam a hipótese da ADAM10 como possível biomarcador periférico para DA. Estes resultados sugerem que a proteína possa ser mensurada em pacientes na fase prodrômica da doença, que não iniciaram efetivamente o declínio funcional, permitindo assim o diagnóstico precoce e intervenções que possam retardar ou evitar o início da doença. Outros possíveis biomarcadores capazes de melhorar o entendimento da patologia da doença também serão avaliados, eles envolvem a análise de mecanismos como neuroinflamação e estresse oxidativo. Além de biomarcadores, fatores de risco como consumo de alimentos ultraprocessados, hipoacusia, presença de comorbidades como Transtorno Depressivo e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade serão explorados nessa amostra. Para isso, serão avaliados indivíduos acima de 60 anos, da região de São Paulo, com queixa de memória, sem comprometimento funcional, porém que constituem um grupo com risco mais elevado de evoluir com a DA. Acompanharemos esta população por 60 meses, avaliando os parâmetros clássicos de evolução da doença e os comparando com novos possíveis biomarcadores como a espessura da retina, níveis plasmáticos da ADAM10 e metabólitos sanguíneos. Os indivíduos desta coorte serão submetidos a avaliações clínicas, patológicas e de imagem que permitirão realizar o diagnóstico de DA com precisão. Os exames complementares usados para fazer o diagnóstico de Alzheimer possuem algumas limitações para uso na prática clínica por serem invasivos, no caso de líquor, ou devido ao alto custo, como nas neuroimagens. A OCT, ADAM10 e análise metabólica seriam exames menos invasivos, de menor custo, fácil reprodutibilidade e potencialmente acessíveis ao sistema único de saúde(SUS). Sabendo disso, este estudo propõe uma pesquisa longitudinal que avaliará a capacidade da OCT, por meio de medidas da retina, ADAM10 plasmática e alterações metabólicas predizerem o risco que um indivíduo com queixa de memória tem de evoluir para demência. A capacidade de identificar o doente precocemente traz inúmeros benefícios para o indivíduo, família e sociedade, como intervenção precoce nos fatores de risco da doença, planejamento familiar e redução do impacto financeiro, planejamento em saúde pública para prevenção e intervenção em populações de risco, redução de danos socioeconômicos gerados pela doença, possibilidade de selecionar indivíduos aptos a novos tratamentos modificadores do curso da doença, organização de centros de memória e divulgação do conhecimento. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Mais itensMenos itens
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)