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Influência do estresse neonatal sobre o início e progressão do câncer de boca na fase adulta: análise de transcriptoma e identificação de mecanismos associados.

Processo:25/00347-8
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de maio de 2026
Data de Término da vigência: 30 de abril de 2028
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Daniel Galera Bernabé
Beneficiário:Daniel Galera Bernabé
Instituição Sede: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Araçatuba
Pesquisadores associados:Dulce Elena Casarini ; Flavia Lombardi Lopes ; Sandra Helena Penha de Oliveira
Assunto(s):Estresse  Neoplasias bucais  Hormônios  Oncologia  Transcriptoma  Imunologia  Transformação celular neoplásica 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Câncer de boca | Carcinogênese | estresse | hormônios | Imunologia | Transcriptoma | Oncologia

Resumo

Há um crescente corpo de evidências mostrando que experiências adversas ou traumáticas vivenciadas na infância podem deflagrar consequências físicas e emocionais permanentes que afetam a vida adulta. Estas experiências também chamadas de estresse precoce de vida (EPV) podem influenciar o início e progressão de doenças físicas e transtornos mentais. Estudo anterior de nossa equipe mostrou, pela primeira vez, que o EPV pode ser preditivo para o início e progressão do câncer de boca quimicamente induzido, mas os mecanismos biológicos por trás desta associação são desconhecidos. O presente estudo tem como objetivo identificar as alterações na resposta imune, na microbiota bucal e na expressão gênica associados à influência do estresse precoce de vida (EPV) sobre a mucosa oral normal e o carcinoma espinocelular (CEC) de boca. Será utilizado um modelo pré-clínico de carcinogênese bucal quimicamente induzido por 4NQO. Os níveis teciduais dos principais hormônios do estresse serão mensurados em amostras de mucosa normal e tecido tumoral dos animais submetidos ou não ao EPV. A resposta imune será avaliada por caracterização das células inflamatórias e mensuração dos níveis de citocinas e quimiocinas. Alterações na microbiota serão avaliadas por sequenciamento de microbioma 16S rRNA. Análise transcriptômica será realizada para identificar quais genes relacionados ao EPV são diferencialmente expressos no tecido normal e tumoral. Após a identificação dos efeitos do EPV sobre a resposta imune, microbioma e expressão gênica, experimentos funcionais de cocultura com linhagens celulares de CEC de boca humano expostas ou não aos hormônios do estresse serão realizados para avaliar a participação destes mecanismos sobre eventos celulares relacionados à progressão tumoral. Esperamos que os resultados do presente estudo desvendem as vias biológicas associadas aos efeitos do EPV sobre o início e progressão tumoral, o que pode impulsionar a descoberta de novos alvos terapêuticos para o câncer de boca. (AU)

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