Resumo
Os ecossistemas de ilhas, continentais ou oceânicas, são considerados os mais sensíveis à perturbação humana. A maioria das ilhas costeiras do Brasil sofreu fortes alterações na fauna e flora silvestre. A Ilha Anchieta (Ubatuba, SP) é uma Área Protegida com um longo histórico de perturbação, tendo sido amplamente desmatada no passado e sofrido a introdução de animais, algumas dessas atualmente superpopulosas. Sabe-se que a fauna possui um papel chave na composição da comunidade vegetal, favorecendo algumas espécies ou prejudicando outras. Sendo assim, a perda ou alterações nos processos de interações mutualistas e antagônicas entre animais e plantas afetam tanto a estrutura e quanto a composição de espécies. Este estudo visa analisar os fatores que possam estar limitando a regeneração natural da Ilha Anchieta. Para isso, será monitorada a fenologia reprodutiva e serão avaliadas as contribuições das interações bióticas (dispersão, predação de sementes e herbivoria) e abióticas (fertilidade do solo e luz) no processo de regeneração, analisando os três habitats mais significativos encontrados na Ilha: campo antrópico e florestas latifoliadas rala e densa. Através da combinação de diferentes métodos, de observação e experimentação, poderemos detectar os possíveis "gargalos" (bottleneck) na regeneração natural da Ilha Anchieta e estabelecer práticas de manejo que favoreçam a atividade de animais mutualistas e inibam a de antagônicos, acelerando assim o processo de regeneração natural. Considerar simultaneamente todos os obstáculos no processo de regeneração nos auxiliará a traçar práticas de restauração e recuperação de áreas degradadas mais efetivas e viáveis economicamente. (AU)
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