| Processo: | 06/06415-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2009 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Deborah Suchecki |
| Beneficiário: | Deborah Suchecki |
| Instituição Sede: | Departamento de Psicobiologia. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Psicobiologia Estresse psicológico Transtornos de ansiedade Depressão |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ansiedade | Depressao | Estresse | Modelo Animal | Privacao Materna | Psicobiologia do Estresse |
Resumo
Observações clínicas e décadas de estudos sistematizados têm documentado a importante influência de estressores psicossociais na patogênese de distúrbios psiquiátricos. Em seres humanos, o estresse psicológico frequentemente precede o início de episódios depressivos, prediz a gravidade e a recaída da depressão e relaciona-se com uma pior resposta ao tratamento anti-depressivo. Estudos epidemiológicos realizados em diversos países e culturas atestam que eventos adversos durante a infância, como abuso físico, abuso psicológico, perda de um dos pais, negligência, etc, resultam em sensibilização do sistema hormonal de resposta ao estresse aumentando a vulnerabilidade biológica ao desenvolvimento de depressão e/ou ansiedade na vida adulta. Diversos estudos demonstram que indivíduos com história de adversidade durante a infância apresentam mais co-morbidade entre depressão e ansiedade; além disso, esses eventos aumentam o risco para transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) como conseqüência da exposição a estressores intensos na idade adulta. O estudo da neurobiologia desses transtornos psiquiátricos depende do estabelecimento de modelos animais bem estruturados, em que prevaleçam os principais critérios de validade: 1) de face, cujo objetivo é reproduzir as características externas da doença, ou seja, as manifestações comportamentais; 2) de construto, reprodução de mecanismos internos que caracterizam ou geram a doença, 3) etiológica, ou seja, o modelo deve responder aos mesmos fatores desencadeantes, 4) preditiva, que corresponde à capacidade do modelo de identificar tratamentos eficientes. (AU)
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