| Processo: | 07/04224-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2010 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral |
| Pesquisador responsável: | Luciano Freitas Felicio |
| Beneficiário: | Luciano Freitas Felicio |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Núcleo accumbens Neurônios dopaminérgicos Interleucinas Interleucina-2 Comportamento materno animal Ratos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Comportamento Maternal | dopamina | interleucina-2 | núcleo accumbens | Farmacologia comportamental |
Resumo
Vários trabalhos mostram que as Interleucinas interferem com o Sistema Dopaminérgico. A interleucina 2 (IL-2) tem sido implicada como um potente modulador da atividade dopaminérgica mesolímbica e mesocortical (Zalcman, 2002), e também da patogenia de desordens psiquiátricas que envolvem o sistema dopaminérgico como a esquizofrenia e Parkinsonismo (Petitto et al, 1997; Zalcman, 2002). Porém ainda se conhece pouco sobre os efeitos da IL-2 em comportamentos mediados pela dopamina (Petitto et al, 1997). O comportamento de escalar é aumentado pela IL-2 e bloqueado por antagonista seletivo do receptor D-1 ou altas doses de antagonista D-2 (Zalcman, 2002). Isso demonstra a ligação funcional entre IL-2, receptores dopaminérgicos e comportamento. Através da microdiálise foi observado que a IL-2 reduz a liberação de dopamina no núcleo accumbens (ANISMAN et al, 1996). A perfusão de IL-1 em hipotálamo basal estimula a liberação de dopamina e ácido diidrofenilacético, seu metabólito (MOHANKUMAR et al, 1991). A dopamina está envolvida tanto com a fase inicial (HANSEN et al, 1991ab) como com a fase de manutenção do comportamento maternal (CM) (Stern, 1991). Dentre as monoaminas foi a mais estudada no que diz respeito a CM. O comportamento de trazer o filhote para o ninho é interrompido devido a lesões eletrolíticas na substância negra, uma área rica em corpos neurais de dopamina (NUMAN & NAGLE, 1983). Não foi observado prejuízo no CM decorrente de lesões no estriado dorsal (HANSEN et al, 1991a). Observou-se prejuízo no CM de ratas em lactação devido a lesões na área tegumental ventral, uma área rica em fibras dopaminérgicas ascendentes que inervam córtex e sistema límbico (NUMAN & SMITH, 1984). Numan (1994) sugere que tais lesões podem afetar o CM via interferências com a transmissão dopaminérgica, alterando as interações somato-sensoriais que envolvem respostas motoras importantes para o cuidado materno e a entrada de estímulos olfativos provenientes dos filhotes. Receptores D1 e D2 estão envolvidos com a manutenção do CM durante a lactação de maneira independente da alteração motora (Silva, 2000). A dopamina controla funções fisiológicas como atividade locomotora (PIJNENBURG & VAN ROSSUM, 1973), comportamento sexual (HULL et al, 1995) e o comportamento de ingestão de alimentos (HEFFNER et al, 1980; HERNANDEZ & HOEBEL, 1988). Alguns trabalhos apontam para um efeito inibitório da dopamina no CM, possivelmente devido ao prejuízo global das funções fisiológicas, motivacionais e motoras. Pouco se sabe sobre os efeitos da Il-2 no CM, sendo assim, este trabalho tem como objetivo avaliar os efeitos da administração desta na liberação in vivo de dopamina no núcleo accumbens e no comportamento materno. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |