Resumo
Está atualmente bem estabelecido o papel desempenhado pelas citocinas na intermediação das relações entre os sistemas neuroendócrino e imune e a natureza bidirecional destas relações. A existência de receptores comuns para neurotransmissores e citocinas em células imunes e nervosas e a presença de neurotransmissores e hormônios em órgãos linfoides embasam essas interações. Citocinas tem sido associadas a alterações comportamentais como, distúrbios do sono, apetite, cognição, humor, fadiga, motivação, vida sexual, depressão e, por certo, a enfermidades como câncer, infecções e doenças cardiovasculares. Ao longo dos últimos 10 anos, temos analisado as relações entre estresse/ansiedade, atividade imune inata e a susceptibilidade dos organismos às doenças; temos, também, analisado os efeitos sobre o sistema imune de psicofármacos e as alterações comportamentais induzidos por processos infecciosos ou imunológicos. Cerca de 60 trabalhos científicos foram publicados por nosso grupo nos últimos 10 anos, 32 nos últimos 04 anos. O presente projeto temático pretende dar continuidade a essa linha de pesquisa apoiada pela FAPESP (Processos n° 99/04228-7 e, 04/14128-0). Desta feita, pretende-se avaliar através de 49 projetos de pesquisa objetos de trabalhos de iniciação científica, mestrado, doutorado ou pós-doutorado: os efeitos do estresse, de mediadores do SNA, de fármacos e da melatonina pineal e periférica sobre parâmetros imune-inflamatórios e as alterações comportamentais induzidas imunologicamente, por citocinas ou pelo LPS. (AU)
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