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Morfologia histológica das válvulas semilunares no tronco arterial comum persistente e sua relação com outras características morfológicas da anomalia congênita

Processo: 10/16663-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2011 - 30 de abril de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Vera Demarchi Aiello
Beneficiário:Vera Demarchi Aiello
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cardiopatias congênitas  Doenças das valvas cardíacas  Procedimentos cirúrgicos cardiovasculares  Pediatria 

Resumo

O tronco arterial comum persistente é uma malformação cardiovascular congênita com prevalência de 0,04 a 0,09 a cada 1.000 nascidos vivos, representando de 1,1 a 2,5% das cardiopatias congênitas. Caracteriza-se por uma única grande artéria que emerge da base do coração, originando as circulações coronariana, pulmonar e sistêmica. Devido à elevada mortalidade nos primeiros meses de vida (67% nos seis primeiros meses) e ao risco de desenvolvimento de doença vascular pulmonar irreversível (Síndrome de Eisenmenger), a correção cirúrgica deve ser realizada o mais precocemente possível. Tal correção consiste, basicamente, na separação das artérias pulmonares do tronco comum, fechamento do defeito do septo ventricular e restabelecimento da conexão entre o ventrículo direito e as artérias pulmonares. O tronco comum possui uma única valva com folhetos semilunares sob a qual, quase sempre, encontra-se um amplo defeito do septo ventricular. Esta valva única pode conter de um a cinco folhetos e, frequentemente apresentar-se displásica e insuficiente ou, mais raramente, estenótica. Malformações acentuadas da valva truncal mostram-se um fator causal importante nas mortes precoces de crianças com TACP. O encargo adicional imposto pela insuficiência da valva agrava a insuficiência cardíaca, o que leva à redução do débito cardíaco. A etiologia específica das deformidades da valva truncal é, ainda, mal definida. Análises microscópicas das cúspides anormais de pacientes com TACP demonstraram proliferação fibrosa inespecífica nas margens nodulares malformadas das valvas. A literatura, todavia, analisa as alterações da valva truncal de forma predominantemente subjetiva, e não gradua ou quantifica a sua intensidade. O estudo do tronco arterial comum persistente mostrou, ainda, que anomalias das artérias coronárias são mais comuns no TACP do que na maioria das outras cardiopatias congênitas. Até hoje, porém, nenhum estudo procurou estabelecer relações objetivas entre as anomalias da valva truncal e outras características morfológicas do TACP. A partir de estudo prévio de espécimes no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (dados não publicados), detectou-se uma possível relação entre a displasia da valva truncal e a presença de anomalias coronarianas. Nosso objetivo consiste em avaliar sistematicamente, de forma qualitativa e quantitativa, utilizando técnicas de histo-morfometria, as alterações da valva truncal e verificar possíveis associações com outros aspectos morfológicos dessa anomalia congênita, especialmente com a anatomia coronariana. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
LIGUORI, GABRIEL ROMERO; JATENE, MARCELO BISCEGLI; HO, SIEW YEN; AIELLO, VERA DEMARCHI. Morphological variability of the arterial valve in common arterial trunk and the concept of normality. HEART, v. 103, n. 11, p. 848-855, JUN 2017. Citações Web of Science: 1.

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