| Processo: | 11/19216-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral |
| Pesquisador responsável: | Rosemari Otton |
| Beneficiário: | Rosemari Otton |
| Instituição Sede: | Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Obesidade Estresse oxidativo Antioxidantes Catequina Camellia sinensis |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antioxidantes | Catequinas | Chá verde | Estresse oxidativo | Inflamação | obesidade | Fisiologia celular |
Resumo
A obesidade é atualmente um dos mais graves problemas de saúde pública em todo o mundo. A prevalência desta doença tem crescido assustadoramente nas últimas décadas, tanto nos países desenvolvidos como em desenvolvimento. Entre as complicações médicas associadas com a obesidade podemos citar as doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, dislipidemias, diabetes mellitus e diversos tipos de câncer. Podemos definir obesidade como uma doença crônica de armazenamento de energia, com uma etiologia baseada no maior consumo de energia do que o necessário para a manutenção das atividades do dia. Considerada em séculos passados como símbolo de fartura, saúde e beleza, a obesidade é atualmente considerada uma doença crônica multifatorial caracterizada pelo excesso de gordura corporal decorrente da hiperplasia e/ou hipertrofia dos adipócitos. Uma das mais importantes descobertas realizadas recentemente na investigação da obesidade foi o papel da inflamação crônica que ocorre em pacientes obesos. Estas proteínas liberados a partir do tecido adiposo atingem todos os tecidos e modulam seu estado metabólico alterando suas funções. De fato, os adipócitos de indivíduos obesos liberam uma série de proteínas associadas com inflamação destacando-se o TNF-alfa, a IL-6 além de outras proteínas de fase aguda produzidas principalmente em processos inflamatórios. Além disso, já está comprovado que os níveis de espécies reativas de oxigênio (ERO) e o estresse oxidativo estão aumentados na obesidade. Como um mecanismo de defesa, o organismo produz uma série de antioxidantes endógenos capazes de sequestrar ERO nocivos com o objetivo de manter um ótimo equilíbrio oxidante e antioxidante, tentando manter assim a função celular normal, o que muitas vezes não é conseguido. O chá feito a partir de folhas processadas de Camellia sinensis é consumido em diferentes partes do mundo como chá verde, preto ou oolong. Investigações clínicas em populações asiáticas demonstram que o consumo diário de chá verde pode estar associado à diminuição dos riscos para doenças cardiovasculares. As catequinas, os principais compostos polifenólicos no chá verde, exercem efeitos vasculares através de múltiplos mecanismos, incluindo efeito antioxidante, anti-hipertensivo, anti-inflamatório, anti-proliferativo, anti-trombogênico, antimutagênico, antidiabético e redutor de lipídios. Neste estudo temos como objetivo principal avaliar de maneira sistemática e sistêmica os efeitos da suplementação crônica do extrato de chá verde sobre os indicadores de estresse oxidativo, inflamatórios e os relacionados à obesidade em ratos induzidos à obesidade pela ingestão de dieta cafeteria. Serão avaliadas as funções de linfócitos e neutrófilos, o perfil oxidativo e inflamatório do plasma dos animais e o mesmo perfil em diversos tecidos entre eles: fígado, tecido adiposo epididimal, baço, cérebro, rins e músculo gastrocnêmio. Além do design experimental in vivo pretendemos avaliar as ações moduladoras de uma mistura preparada in vitro contendo as quatro principais catequinas encontradas no chá verde sobre a função de linfócitos e neutrófilos do sangue periférico humano de indivíduos saudáveis. Estes experimentos in vitro serão realizados com o intuito de avaliar os efeitos isolados das catequinas do chá verde em paralelo com a administração do extrato total de chá verde que contêm outros componentes além das catequinas. Este estudo poderá contribuir para a compreensão do envolvimento do estresse oxidativo e da inflamação na obesidade e da ação específica do chá verde sobre as células do sistema imune bem como para avaliarmos a efetividade do chá verde como redutor da gordura corporal, do estresse oxidativo e do quadro inflamatório. Além disso, futuramente este alimento funcional poderá ser indicado também como um adjuvante no tratamento das complicações da obesidade ou para melhora ou não da função imune. (AU)
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