| Processo: | 13/22293-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2017 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular |
| Pesquisador responsável: | Rosemari Otton |
| Beneficiário: | Rosemari Otton |
| Instituição Sede: | Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Marcelo Alves da Silva Mori |
| Assunto(s): | Obesidade Compostos bioativos Extratos vegetais Camellia sinensis Polifenóis Resistência à insulina MicroRNAs |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Chá verde | Inflamação | miRNAs | obesidade | Polifenóis | resistência a insulina | Fisiologia e Biologia Molecular |
Resumo
A obesidade é atualmente um problema de saúde pública mundial. Sua alta prevalência na população desperta o interesse científico na sua etiologia e na busca por intervenções terapêuticas capazes de promover a perda de massa gorda e de prevenir as co-morbidades associadas, como a diabetes e as doenças cardiovasculares e neurológicas. Neste sentido, muitos pesquisadores procuram encontrar compostos bioativos oriundos de plantas medicinais capazes de tratar e prevenir a obesidade. Dentre elas, a planta Camellia sinensis, conhecida pelos nomes populares de chá verde, chá preto, chá oolong ou chá branco, é largamente consumida em diferentes partes do mundo. As catequinas, compostos polifenólicos abundantes nesta planta, exercem diversos efeitos benéficos na saúde incluindo efeitos sobre o estado redox, processo inflamatório, metabolismo glicêmico e lipídico, proliferação celular e hipertensão arterial, os quais estão associados à fisiopatologia da obesidade. No entanto, os mecanismos moleculares por trás destes efeitos do extrato de chá verde permanecem desconhecidos. Dessa forma, lançaremos mão de uma ampla abordagem molecular para estudar mecanismos de regulação gênica no tecido adiposo e fígado de camundongos obesos submetidos ao tratamento com extrato de chá verde. Focaremos principalmente no controle pós transcricional fornecido pelos RNAs pequenos não codificantes, principalmente os microRNAs, que possuem importante função na patogênese da obesidade e de suas co-morbidades. Assim, avaliar os microRNAs modulados com a suplementação crônica com o extrato de chá verde em animais obesos poderá elucidar novos mecanismos moleculares sobre os seus efeitos benéficos, além de promover a oportunidade de se identificar novos microRNAs associados à fisiopatologia da obesidade. A abordagem experimental no primeiro momento será exploratória, onde através da realização de um microarray de RNAs pequenos identificaremos microRNAs diferencialmente expressos entre os grupos estudados, principalmente aqueles modulados pelo tratamento com o chá verde. Na segunda etapa deste projeto, selecionaremos alguns microRNAs para validarmos a relevância biológica in vitro através de técnicas de perda ou ganho de função. Este robusto design experimental será importante para ampliarmos o conhecimento sobre o papel do chá verde na obesidade e identificarmos novas abordagens terapêuticas. (AU)
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