| Processo: | 13/10679-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2016 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Botânica - Morfologia Vegetal |
| Pesquisador responsável: | Veronica Angyalossy |
| Beneficiário: | Veronica Angyalossy |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Anselmo Nogueira ; Caian Souza Gerolamo ; Carolina Lopes Bastos ; Julio Cezar Majcher ; Marcelo Rodrigo Pace |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 15/00157-2 - Confecção de laminário para estudos de traqueófitas,
BP.TT 14/03464-0 - Aspectos ontogenéticos, funcionais e evolutivos das variações cambiais em traqueófitas, BP.TT |
| Assunto(s): | Biomecânica Anatomia Lianas Árvores Anatomia vegetal Condutividade hidráulica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | anatomia | árvores | Biomecânica | Condutividade hidráulica | lianas | Sistema Vascular | Anatomia Vegetal |
Resumo
Variações cambiais são formas alternativas de crescimento secundário geradoras de grande diversidade anatômica e que surgiram várias vezes ao longo da evolução das plantas vasculares desde Pteridospermas fósseis, "Gimnospermas" a Eudicotiledôneas. As variações cambiais vêm sendo estudadas desde o século XIX e chamam a atenção por gerarem novas arquiteturas nos órgãos em que estão presentes, como nos caules tomando a forma de escadas (cipó escada de jabuti, Bauhinia-Leguminosae), cabos (Sapindaceae), cruzes de malta (Bignoniaceae), dentre outras. Variações cambiais também costumam ser táxon-específicas, sinapomórficas de alguns clados, como Bignonieae, tribo de Bignoniaceae, e Menispermaceae. As variações cambiais são muito diversas, mas podem ser divididas em dois grandes grupos: a) derivadas de um único câmbio ou b) derivadas de múltiplos câmbios. Apesar de conhecer-se bastante sobre os tipos das variações cambiais e as famílias onde ocorrem, pouco se sabe sobre os mecanismos geradores destas variações e as pressões evolutivas que favoreceriam o seu estabelecimento. Sabe-se que são mais comuns nos caules de lianas, tendo surgido múltiplas vezes em plantas com este hábito. A presença de variação cambial em lianas esta relacionada com o reparo a injúrias, no armazenamento de água e carboidratos, no desenvolvimento e sazonalidade da formação de xilema, na melhor condução de fotossintatos e também na variação da biomecânica do caule. Contudo, apesar da importância evidente das variações cambiais, pouco ainda se sabe sobre os mecanismos atuantes em sua seleção, sua ontogenia nos caules e raízes e seu padrão de evolução. Várias questões sobre o tema da variação cambial necessitam de respostas. Assim, no presente trabalho pretende-se adotar uma abordagem integrativa dentro da anatomia vegetal para explorar os seguintes aspectos, subdivididos em subprojetos: i. estudo do desenvolvimento das variações cambiais em caules e raízes; ii. sazonalidade da atividade cambial de espécies lianescentes com e sem variações cambiais; iii. anatomia comparada do sistema vascular: xilema e floema, de lianas e eretas; iv. impacto das diferentes formas da variação cambial presentes em Bignonieae (Bignoniaceae) no crescimento, biomecânica e condutividade hídrica de lianas em uma floresta de terra firme da Amazônia Central. Com esta abordagem pretende-se levantar dados que contribuam para uma melhor compreensão do papel das variações cambiais na evolução das plantas vasculares como um todo. (AU)
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