| Processo: | 14/22903-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2015 |
| Área do conhecimento: | Ciências Humanas - História - Teoria e Filosofia da História |
| Pesquisador responsável: | Priscila Piazentini Vieira |
| Beneficiário: | Priscila Piazentini Vieira |
| Instituição Sede: | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Assunto(s): | Filosofia contemporânea Ética (filosofia) Militância Intelectuais Verdade Livros Publicações de divulgação científica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ética | Foucault | intelectuais-história | militancia | Verdade | Filosofia contemporânea |
Resumo
A tese parte do interesse de Michel Foucault pela questão da coragem da verdade na cultura antiga e das suas reflexões sobre a construção ética do indivíduo. Essa problematização integra os últimos estudos do filósofo, dentre os anos de 1982-1984, dedicados a trabalhar a ética, as estéticas da existência e o cuidado de si no mundo greco-romano. Ela também se insere nas suas reflexões sobre uma "ontologia histórica de nós mesmos", a partir de uma crítica histórica que tem por objetivo libertar e ultrapassar as condições existentes da atualidade. Sublinho, nesse sentido, a mudança que o pensamento de Foucault sofre entre o final da década de 1970 e o início de 1980, especialmente com relação à problemática da verdade. Ao privilegiar a noção antiga de coragem da verdade, ele tenta escapar dos modos predominantes de entendê-la na modernidade, que estão vinculados ao cristianismo e à ciência moderna. Dentro desse contexto, a volta à Antiguidade, pelo estudo da parrhesía socrática e cínica, por exemplo, possibilita a Foucault questionar a figura do "intelectual universal" dominante nos séculos XIX e XX e propor, por meio da figura do "intelectual específico", uma nova relação entre a verdade, a política e a produção do conhecimento. O estudo do GIP (Grupo de Informações sobre as Prisões) mostrou a especificidade da militância do próprio Foucault, ao problematizar a figura do intelectual como o guia das massas, a relação entre teoria e prática, a partilha entre proletariado e lúmpen-proletariado, a noção de autocrítica, etc. Dentre o pensamento e a experiência de Foucault, emerge uma ética do intelectual comprometida com a recusa da individualização e da sujeição promovidas pelo Estado moderno e com a tarefa urgente de elaborar, em sua atualidade, uma ética que aposta na criação de novos modos de viver. (AU)
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