| Processo: | 13/16368-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2017 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Rejane Maira Góes |
| Beneficiário: | Rejane Maira Góes |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São José do Rio Preto |
| Assunto(s): | Diabetes mellitus experimental Estresse oxidativo Proliferação celular Morte celular Melatonina Próstata |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Diabetes Experimental | Estresse oxidativo | lesões patológicas | melatonina | Proliferação celular | Próstata | Biologia Reprodução |
Resumo
Evidências experimentais indicam que o diabetes leva a atrofia e ao desequilíbrio da proliferação e morte celular na próstata. Essas alterações são devidas a perturbações na sinalização de insulina, ao aumento do estresse oxidativo e principalmente à queda androgênica, induzidos pelo diabetes. Devido à sua ação antioxidante, a melatonina é um potencial agente a ser usado na prevenção dos danos prostáticos causados pelo diabetes. Esse neurohormônio vem sendo usado no tratamento dessa doença e também de maneira crescente no tratamento de diferentes tipos de câncer e de distúrbios do sono. Embora seu efeito anti-tumoral e anti-proliferativo tenha sido demonstrado para a próstata, os estudos in vivo são escassos e sua interferência na próstata saudável bem como nos danos teciduais causados na glândula pelo diabetes ainda é elusiva. Por se tratar de um hormônio com múltiplas funções, incluindo um efeito negativo na síntese e níveis circulantes de testosterona, os mecanimos de ação na próstata de animais saudáveis ou diabéticos não são bem conhecidos. Este estudo visa examinar se a melatonina exógena interfere nos danos teciduais causados na próstata de ratos Wistar pelo diabetes experimental e sua influência na próstata saudável. Serão utilizados 48 ratos Wistar machos (n = 12, por grupo), divididos nos grupos controle (C), tratado com melatonina (M), diabético (D) e diabético tratado com melatonina (DM). O diabetes será induzido na 12a semana de idade pela injeção de estreptozotocina (40mg/Kg de peso corporal ip) e os animais serão tratados com melatonina (5mg/kg/dia, via gavagem) por uma semana. Com base nesse delineamento experimental, serão desenvolvidas quatro frentes de investigação, vinculadas a diferentes sub-projetos e análises específicas, como segue. 1) Avaliação da resposta tecidual da próstata: a ser examinada com o uso de análises histológicas, histopatológicas, estereológicas e em especial da atividade proliferativa e apoptótica. Essas últimas serão estimadas com o uso de imunocitoquímica para a proteína PCNA ("Proliferating cell nuclear antigen") e técnica do TUNEL. 2) Avaliação da interferência na ação dos andrógenos na glândula: será investigada com base na análise da expressão dos receptores de andrógeno na próstata e ativação das vias de sinalização estimuladas por andrógenos, com o uso de "Western blotting". Também será examinada a expressão de mais de 80 genes andrógenos dependentes, com o uso de PCR em tempo real e do sistema RT² Profiler PCR Array, incluindo os da regulação do receptor de adrógeno, da proliferação celular, da apoptose e de proteínas das vias de transdução de sinais. Serão realizadas também dosagens séricas de testosterona e estrógeno e melatonina; 3) Avaliação da interferência na ação da insulina na próstata - será examinada a expressão de vários genes da via de sinalização de insulina, por PCR em tempo e uso de painel específico, num total de 84 genes incluindo os de regulação da proliferação celular, das proteínas associadas aos receptores de insulina, e das vias de sinalização Fosfatidil- inositol 3 quinase (PI-3K) e da Proteína quinase ativada por mitógenos (MAPK), bem como da análise por Western blotting da ativação de algumas dessas vias de sinalização 4) Avaliação da interferência no sistema anti-oxidante e estado oxidativo da glândula: a ser realizada com o uso de ensaios bioquímicos específicos para detecção da atividade das enzimas anti-oxidantes superóxido desmutase, catalase, glutationa peroxidase e glutationa transferase e do nível de peroxidação lipídica. Para auxiliar na compreensão da interferência da melatonina na ação androgênica no diabetes, também iremos realizar um estudo in vitro dos efeitos desse hormônio na resposta proliferativa e apoptótica de células prostáticas cancerígenas andrógeno-dependentes (LNCaP) e independentes (PC3), em condições hiperglicêmicas. (AU)
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