Busca avançada
Ano de início
Entree

Validação de protótipo nacional de detecção de fluorescência de campo amplo para localização de linfonodo sentinela em câncer de mama

Processo: 16/15191-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:José Luiz Barbosa Bevilacqua
Beneficiário:José Luiz Barbosa Bevilacqua
Instituição-sede: Hospital Sírio-Libanês. Sociedade Beneficente de Senhoras (SBSHSL). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alfredo Carlos Simões Dornellas de Barros ; Angelo Biasi Govone ; Cristina Kurachi ; Jarbas Caiado de Castro Neto ; Katia Maciel Pincerato ; Paulo Luiz Aguirre Costa ; Ramon Gabriel Teixeira Rosa ; Vanderlei Salvador Bagnato
Assunto(s):Linfonodo sentinela  Verde de indocianina  Neoplasias mamárias 

Resumo

A biópsia de linfonodo sentinela (LNS) é a abordagem padrão para definição do status axilar em câncer de mama e melanoma. Atualmente, o procedimento padrão de mapeamento de LNS é o método radioisótopo com tecnécio (Tc99m). A principal desvantagem do método com radioisótopo é o alto custo de implementação e utilização, principalmente em centros onde não está um disponível serviço de medicina nuclear, a logística para realizar a injeção do material radioativo, exames de linfocintilografia e agendamento da cirurgia. Outro método menos eficaz de mapeamento é o uso do corante azul patente. As desvantagens do azul patente são a menor taxa de identificação em relação ao radioisótopo, a possibilidade de tatuagem na pele (algumas vezes permanente), e o risco de reações anafiláticas de aproximadamente 1%. Uma nova técnica de mapeamento de LNS, denominada ICV-Fluorescência, que utiliza como corante a indocianina verde (ICV) associada a fluorescência desta substância, quando iluminada por feixe de luz infravermelho com espectro situado entre 700 e 1400 nm, tem apresentado resultados similares ao radioisótopo e sem as desvantagens do azul patente. As vantagens desta nova técnica são: apresenta taxas de identificação de LNS e taxas de falso negativo comparáveis ao método radioisótopo; a ICV já é utilizada em outras situações em medicina e disponível no Brasil; não depende de outra equipe especializada para injeção do contraste, pois é realizada pelo próprio cirurgião no momento da cirurgia; o baixo custo de implementação e utilização comparado ao método radioisótopo; a facilidade de estocagem (frasco-ampola em pó liofilizado); a grande possibilidade de visualizar o linfático aferente em direção da axila e seu trajeto em direção ao LNS, podendo também ser visualizado antes da incisão cutânea em boa parte dos casos; baixíssimo risco de anafilaxia. A desvantagem é que, assim como o método de radioisótopo, também necessita de um equipamento para visualização do LNS. Este equipamento ainda não está disponível para comercialização no Brasil e, no exterior, apresenta elevado custo. O Photodynamic Eye (PDE®) tem um custo aproximado de sessenta e oito mil dólares.A ICV-fluorescência para mapeamento de LNS em câncer de mama é um procedimento validado em diversos estudos e é o método de escolha para a identificação e biópsia do LNS no Japão. Este projeto, portanto, não é experimental, já que existe vasta literatura do mapeamento de LNS através deste método. Porém, o método ICV-Fluorescência ainda não está sendo realizado em nosso país. O presente projeto visa a implementação desta tecnologia em nosso meio e a validação de equipamento com tecnologia 100% nacional. O protótipo protótipo de identificação de LNS por ICV-fluorescência, a ser validade, já foi desenvolvido pelo Centro de Óptica e Fotônica do Instituto de Física de São Carlos (CePOF - programa CEPID FAPESP). (AU)